segunda-feira, 19 de abril de 2010

189 - A idade da pele (revisitação)

Teremos bastantes palavras
Afiadas e sutis como lâminas
E com elas iremos nos cortar
De todas as formas possíveis

Sobre nossos corpos estarão
Essas marcas mais visíveis
Serão nosso orgulho de união
Nosso motivo de maior amor

E quando alguém tomar posse
A nos falar em dessemelhança
Teremos estas peles de abrigo
Já teremos um destino escrito

13 comentários:

Primeira Pessoa disse...

ou, de quando se escreve um destino, dois destino... no mapa da pele.

estou de volta, assis.
e quero um abraço seu.

nina rizzi disse...

tsc. quero escrever meu destino. eu tenho medo do que ele pode fazer por mim se eu deixo as rédeas soltas. até um astrólogo mineiro me disse uma vez: "poxa, que pena, vc nao tem sorte, mocinha." aí, acho que pra amenizar, ele aremata: "ah, mas tem MUITO encanto".. rsrsrs...

ó, a palavra, é a nossa arma. e o português, essa língua que te leio, é a melhor herança que podiam, ter me deixado os colonizadores.

beijos, assis e eu também quero um abraço seu. e cheiro também! rs..

Jorge Pimenta disse...

As únicas tatuagens que autorizo ao meu corpo: aquelas que, com os dedos nus, levantam a pele e se abrigam, mesmo que sem autorização, no peito, bem junto do nome que acalma os ventos e silencia os oceanos.
Um abraço, Poeta!

Lara Amaral disse...

Lindo, nossa!

Lou Vilela disse...

Alguns tentam mudar o curso para evitar cicatrizes. Até entenderem que o sol também provoca cicatriz. Até perceberem, ainda, que as cicatrizes forjam as nossas digitais. ;)

Beijos de encanto

Gerana Damulakis disse...

As 2 primeiras estrofes trazem uma força incrível. A 1ª é exemplar do verso que corta, tal como diz.

Hercília Fernandes disse...

Muito bonito, Assis.
Seu poema cortou-me com brandura.

Beijos,
H.F.

ErikaH Azzevedo disse...

O corte da palavra feito com lamina afiada parece logo depois de cortar cauterizar...como um bisturi eletrico.

A palavra mata sim pelo prazer de obrigar o outro a ter que renascer, eu morro e renasço sempre através das minhas palavras e tb das palavras do outro que sinto como minhas. E se corto-me é por saber o metodo mais certo de ver o sangue estancar depois e pq tb quero mais tarde ostentar as cicatrizes..marcas do que vivi, do que em mim curou, do que me venci no tempo.

Poema perfeito, dá pra snetir de tudo que é jeito.

Meu beijo...de sempre ao menino das palavras

Erikah

Zélia Guardiano disse...

Palavras afiadas como lâminas... E como cortam!
Lindo!
Parabéns!
Abraços

Mai disse...

Mas as palavras sempre ficam guardadas na memória da pele. Dos amores vividos ao coração dilacerado. Belo, amigo, dorido, todavia.

Mai disse...

O dito e o inaudito restam na memória da pele.
bjo

Maria Vieira disse...

palavras ditas tecem o tempo. e o tempo marca a pele em suas medidas.
beijos.

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

e vamos as plavras de nós faz réfem ,mas nos oferece um banquete com o que de belo e de dor há, se é para sangrar que seja diante de uma coleção dessas palavras