domingo, 18 de abril de 2010

188 - Trova brusca em semínima

Inquieta-me um desejo de nuvem
flor que pasce inquieta no murmúrio
poesia etérea no mundo sem palavra

inquieta-me a solução sem abismo
desta tarde que foge como uma ode
deste frêmito que te quero ofertar

inquieta-me o presságio, a fantasia
o longo gesto que espera respostas
inquieta-me o arrepio e este recato

10 comentários:

Wilson Torres Nanini disse...

A inquietude é sintoma de que vc não tem a alma salobra. Forte abraço!

Lou Vilela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lou Vilela disse...

Inquietantes são os teus poemas, Assis! Como um bom vinho, têm sabor marcante, extasiam...

Um cheiro

Jorge Pimenta disse...

a inquietude; o inconformismo; a rebeldia; a genuinidade; a poesia!
Abraço, Poeta!

Gerana Damulakis disse...

Li tudo que não havia lido ainda pela falta de tempo que me tomou a semana. afinal, não posso perder a caminhada. Bela ode e 10 para as 3 estrofes da trova.

Beatriz disse...

a palavra inquieta dá no poema.bonito.

Abraão Vitoriano disse...

Assis,
de palavras maiores
e bonitas no pensar...

abraços,
do menino-homem

fica com Deus!

Lara Amaral disse...

Sim, coisas dignas de causar esse sentimento.

Abraço!

nina rizzi disse...

assis, cada um dos teus versos são poemas inteiros. o primeiro já me derruba; frêmitos como fantasias. eita, porra.

cheiro.

Mai disse...

Abandonar-se ao vento e leve seguir. Quem dera...
bjo