terça-feira, 27 de abril de 2010

197 - aos pés da montanha

para que não me escape
da mão a semelhança
removo a saliva do dente
faço oferenda de lábios
permito a seiva do caos

deixo que o rubro da pele
se instale nos sentidos
e todos os meus órgãos
pulsem em sincronia neste
céu de bem-aventurança

12 comentários:

Mai disse...

Que assim seja!
E que ardam os corpos, amém.

Os poetas inventam pecados, eu ouço
Carmina Burana e acho que vou pro inferno.
Um abraço e um sorriso

Zélia Guardiano disse...

Embora aos pés da montanha, no ritmo dos teus lindos versos, sinto o balanço do mar...
Belo poema!
Um grande abraço, meu amigo

Primeira Pessoa disse...

assis,
to começando a entrar em pânico a cada novo poema.

mileum é muito pouco, poeta!

Jorge Pimenta disse...

a tua mão consegue distinguir melhor que qualquer outra a semelhança da diferença. Não duvido.
um abraço, Assis!

Anônimo disse...

Entrega de sentidos pelo choque de semelhanças.

Abraço.

Marcantonio disse...

Uma oferenda de imagens pulsantes aos sentidos do leitor.

Poeta-Sísifo que recomeça todo dia,

Um abraço.

nina rizzi disse...

assis, aos pés da fortalezabela vou retornando pra cheirar essas montanhas de saudades...

beijos.

Gerana Damulakis disse...

Gostei muito disso: "para que não me escape
da mão a semelhança". Fiquei encantada, me prendo em 1 palavra, em 1 verso, me prendi aí.

Matéria Escura disse...

"ando tão à flor da pele, qualquer beijo de novela me faz..." gozar

tecidos nervosos em ritmo industrial

bom bom bom...

Insana disse...

Lindo sentimento linda a forma que você o coloca em letras.

Bjs
Insana

Lou Vilela disse...

Rendamo-nos, pois, "aos pés da montanha"!

Bjs

Rejane Martins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.