quarta-feira, 21 de abril de 2010

191 - Uma outra ode

Ela trouxe o crepúsculo
Como cântico e castigo

Fez romaria e doce cio
Na réstia de tecido frágil

Eu construí esta quimera
Como castelo distraído
Até o coração desvanecer

12 comentários:

Lou Vilela disse...

Quimeras - parafraseando o poeta - 'embalam' versos. :D

Um cheiro e bom feriado procê!

Zélia Guardiano disse...

Ela trouxe o crepúsculo... Contrariamente, você me traz luz!
Poesia encantadora...
Um abraço

nina rizzi disse...

puxa, assis, que coisa mais meódica de boa menino. e eu aqui ouvindo música clássica chinesa, como elleniza, como elleniza...

um cheiro :)

Jorge Pimenta disse...

Entre o crepúsculo e a luz, o músculo frágil desvanece na melodia do poema.
Um abraço, Poeta!

Lara Amaral disse...

Uma distração bonita, essa =).

Beijo.

Contos disse...

Cheguei aqui vinda do gato...
O poema que você postou lá é a
poesia mais liricamente erótica
[sem ser] que já li.
É fina, de bom gosto, tem classe.
rsrsrs,
e, realmente, o que deixei lá escrito
é o que penso:

A metáfora mais completamente
sutil e bela que já vi em poema!

Vou ficar agora nos seus calcanhares, rs, na sua cola!

Bitokitas e luz.

Efigênia Coutinho disse...

Assis Freitas, gratificante chegar aqui neste espaço literário e ler sua boa poesia, só resta-me ser uma seguidora deste seu evento poético, com admiração, aqui in New York,
Efigênia Coutinho

Wilson Torres Nanini disse...

Primeiro o afago que instala a armadilha. Depois, o (ví)cio. Por fim, restamos mesmo, poeta, perambulando por nosso coração lacerado. Será que não temos culpa de nos termos entregado tanto? rsrs

Forte abraço! E parabéns pelo ótimo poema!!!

Marcantonio disse...

Mas que bela idéia! Um por dia? E, pelo que vejo, com qualidade. Cria-se um vínculo estreitado pela expectativa. Só me resta acompanhar.

Um abraço.

Maria Vieira disse...

é um ciclo completo. cântico e castigo. cheio de elementos regionais-universais. será que distorci seu poema pra que ele cantasse o meu mundo? não sei. mas me soou como música que sai das violas daqui. Beijos.

Primeira Pessoa disse...

assis,
fez romaria e doce cio...
tem muito de intrior, de dogma, de pecado... dentro de você.

e a poesia agradece.

e aquela cerveja? rola?

Mai disse...

Tão bom ler isso, Assis, nem imaginas quanto...
um beijo, @migo.