sábado, 24 de abril de 2010

194 - Cine Timbira

chove um dia inteiro
quando me encontro
em teu retrato

pouco há na imagem
desfigurada, mas
a saudade vira cinema

14 comentários:

Primeira Pessoa disse...

assis,
muitas das ruas de bh tem nome de tribos: timbiras, tamoios, guaicurus (a zona ficava lá...rs), tupinambás, tupis, aymorés... acho que num dos dois clubes da esquina, lô borges passa uma música inteira passeando pelas ruas indígenas da capital mineira.

o seu cine timbira é feito de saudade e poesia.

Elza Fraga disse...

A vida [passada] da gente, quando recordada nos momentos melancólicos, ou não, quase sempre vira fita de cinema. Por que? Será que lembranças tem o dom de nos des-pertencer?
A sua poesia é quase um curta metragem!
Bitokitas de comentário em dia chuvoso [aqui no Rio]

Marcantonio disse...

Sim. A saudade é um filme cheio de licenças poéticas, onde há mais imagens do que diálogos e cuja "narrativa" não respeita a unidade de tempo e ação.

O seu poema acorda cedo.

Um abraço.

Lara Amaral disse...

...Películas repetidas com o mesmo rosto.

Beijinho.

Lou Vilela disse...

Saudades é tudo isso e algo mais - inquietudes da alma!

Coisa linda de se ler, meu caro!

Bjs

Jorge Pimenta disse...

A saudade na tela com movimento, cor, som e o aroma da pele, a essência da saudade.

Um abraço, Assis!

Zélia Guardiano disse...

Lindo, suave, terno e, ao mesmo tempo, forte, pois saudade é coisa séria!...
Adorei, poeta de todos os temas!
Um forte abraço!

Murilo Rafael disse...

Como sempre, belos os teus poemas, meu caro.
Um abraço,
mR.

nina rizzi disse...

"a saudade é brigite bardo dando tchau", ou algo assim, algo assim.

que a saudade mesmo sou eu, longe de dar gosto no capeta, na cozinha dele ao que parece.. cheia de coisas a fazer, com problemas que brotam das paredes, cansada, (in)satisfeita e aí, paro tudo, pra vir me deliciar co'as tuas letras, pra que floresça flores nos meus olhos mandacarus.

assis, coisa boa. dá até vontade dizer que eu...

Janaina Amado disse...

Vim retribuir sua visita, e lhe desejar que chegue, sim, aos 1.001 (ótimo número) poemas, com a qualidade deste e de outros daqui. Abraço.

Mai disse...

A chuva embota o sorriso e abriga a saudade.
O cinema da memória é a saudade em branco e preto.
cheiro

Gerana Damulakis disse...

O ritmo em total concordância com o conteúdo.

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Quero mais duas entradas, poeta. Quero todas as entradas para teus poemas, amigo de Feira. Quando vens à Valadares?

Abraço mineiro,
Pedro Ramúcio.

Marli Reis disse...

Especialmente sutil.

Marli Reis