quarta-feira, 16 de março de 2011

524 - rapsódia enquanto o trem não para na estação


eu nunca
passeei na praça onze
mas guardo
vestígios de suposta estada
meu coração farfalha
e brame toda vez
que toca o samba canção
a rogar vossos pandeiros
meus pés falham
naquele chão improvável
de ser pisado

20 comentários:

Everson Russo disse...

Saudades de um lugar que não conheceu...abraços de bom dia.

Amapola disse...

Bom dia.

Eu também nunca passeei na praça onze, mas guardo-a aqui, através do samba canção.
Adoro o som de um pandeiro e as viagens de trem.

"Passa boi, passa cavalo, passa árvore, passa lago, e túnel estreito... Mas não passa a saudade no peito".

Um grande abraço.

Wanderley Elian Lima disse...

Eu também nunca passeei na praça onze, mas conheço sua nostalgia.
Abração

Luiza Maciel Nogueira disse...

eu também nunca passeei por lá, mas essa coisa de ser pisado dá medo. Como sempre poético estás.

beijos

Ira Buscacio disse...

Assis, querido,

Zona central do Rio, aqui tem cheiro de samba e saudade. Acertou no ritmo!

Bj e boa semana

Adriana Godoy disse...

Um toque nostálgico...bonito. Bj

Sam disse...

em meus olhos guardo
rabiscos de dèja vús
riscando
a íris do olhar
trazendo os velhos passos
dos antigos cômodos
do mesmo chão em
cimento cru.

Me perdi nesse chão pisado
onde parte de mim estaria para sempre.

Abraços, flores e estrelas...

R.B.Côvo disse...

Guardo em mim emoções de lugares que não vou, nunca estive, nunca estou. Sensação estranha essa, não? Abraço.

Batom e poesias disse...

E nos vestígos de suposta estada, o seu passado ♪♫ cantaremos...
:)
bjs
Rossana

Malu disse...

Assis,

Saudosismo do que não vivemos ,
mas sentimos ...
Muito bom !

Bjo.

Vais disse...

Sabe, Assis,
às vezes nem tanto o entendimento, mas a riqueza e beleza de imagens são altamente viajantes, e a imaginação corre solta.
beijo

Tania regina Contreiras disse...

Saudades do que não vi, não vivi, mas senti...essa eu conheço. E, Assis, falando sério, estou engrossando a lista dos que bradam pela sua ida para o facebook... Tá lá nosso povo esperando, se até eu fui (nem acredito ainda! rs), como tu não vai, Assis? Vumbora, Assis!
Beijos,

dade amorim disse...

Um poema possuído pelo samba. Te esperamos aqui no Rio, Assis :))

Beijo.

Daniela Delias disse...

Eu passeei por lá! E foi neste segundo, lendo os teus versos!!! Bjos!

Marcantonio disse...

É, tudo são mitos informados por alguma voz. Mas quando se passa por lá, pensa-se se eles mesmos não são improváveis.

Abraço.

Cris de Souza disse...

cheio de ticaticaboom!

(sim, sei ser bobinha)

Ingrid disse...

e a imaginação voa!..
em versos perfeitos..
beijo.

Jorge Pimenta disse...

há comboios que não param, porque as estações ficam sempre para lá da nossa vontade.
abraço!

Eder Asa disse...

Os meus pés falam, diante desta cadência...

Raíz disse...

A antiga PRAÇA ONZE deve ficar na memória.

Atualmente é impossível ter saudade do que já foi belo.

Beijo

R