segunda-feira, 21 de março de 2011

529 - Compêndio para o desmanche do mar

Eram rubras rútilas as intermitências da nau
Que a logro sucumbiam infantes em calmaria
Para o nunca mais do horizonte que se abria

Forjadas as viajantes amarras de tantos nós
As torpes garras abocanhavam os incrédulos
E dentro de seus vazios inculcavam digestão

Sem rei, nem lei fez-se implosão e escarcéu
Sem ditame para as lágrimas de tanto pranto
Sem verso que coubesse a trama do acalanto

16 comentários:

Everson Russo disse...

Mas que enfim o verso seque a lagrima,,e acalente o coração...abraços de bom dia.

Wanderley Elian Lima disse...

As vezes a nau de nossa vida, naufraga, em turbulentos mares de nossa existência.
Abração

Malu disse...

Mas teus versos sempre
me acalantam , alegres ou tristes ...


Bjo!

R.B.Côvo disse...

Sempre muito bom. É uma constante. Abraço.

Adriana Godoy disse...

Lido e aprovado! Beijo

Sam disse...

fiz desse escarcéu
meu céu e inferno
pra naufragar nas ondas
minhas lágrimas ensanguentadas
sucumbidas com calmaria
salgando-se à deriva
dos portos e aportes
sem nenhuma terra à vista.

Assis, quanta sofisticação em teus versos.
Fico a deliciar-me.

Meu beijo pra você.

R.B.Côvo disse...

Caro, Assis. Criei um selo desses que andam por aí na blogosfera e teria todo o gosto em que o aceitasse. Vá, por favor, ao meu último post,"Problemas do Coração". No final da postagem lá está ele. Espero que goste da iniciativa. Abraço.

Sandra disse...

Muito profundo e intenso.
O Assis é um mestre com as palavras e eu sinto-me pequenina a lê-lo.
Beijo

Janaina Cruz disse...

O que seria do desconhecido, se não fossem as naus cheias de esperanças?

Linda poesia Assis, estou de volta ao mundo bloqueio

Abraços e ótima semana pra ti

Raíz disse...

REI que adloca in law,

Compêndio do tsunami!

Beijo

R

dade amorim disse...

Lindo, mais um.
Parabéns pelo Dia da poesia.
Beijo beijo.

Rejane Martins disse...

...é o mar que ruge pela proa.

Ira Buscacio disse...

Assis, querido,

Não crer é o crime.

Bjs e uma linda semana

Luiza Maciel Nogueira disse...

quando o silêncio é tanto que a palavra não sai - depois sai ilesa

beijo

Lara Amaral disse...

Minha nossa! Foi fundo... Lindo!

Ingrid disse...

Assis,
que se desmanchem em nós em tanto!
beijos..

perdoa-me a ausencia ,estava fora a trabalho..