segunda-feira, 28 de março de 2011

536 - sobre o ofício do discurso vão

o que outrora vinha não era poesia
apenas ação de fragmentos desarvorados
agora ouso a ambígua forma da escrita
como acorde solitário no meio da sinfonia
- tico-tico no fubá ou bem-te-vi que tudo via

18 comentários:

Angélica Lins disse...

E (ELA) aqui te lendo, quase te ouvia.

Beijo perfumado de flor.

Cris de Souza disse...

...a platéia agradece.

bom dia, mestre!

beijo.

(o verso final é uma graça)

Zélia Guardiano disse...

Ah, Assis, meu querido, esses fragmentos desarvorados que nos atingem no alvo...
Lindo poema, cheio de significado!
Abraço, amigo!

Ingrid disse...

e que escrita!.. bela sinfonia de encantos..
beijos e boa semana!

Raíz disse...

ASSIS!

Há tempos eu não sorria. Você conseguiu. Se o que outrora vinha não era poesia.... e olha que bem-te-vejo-todos os dias, o que será quando ela vier?

Ficou lindo esse tico-tico-lá.

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Everson Russo disse...

Que sejam acordes de amor,,,abraços de bom dia.

Ribeiro Pedreira disse...

de choro em choro, da boca pinga mel e canção. poesia!

Eder Asa disse...

Tico-tico no fubá é mingual de poesia,
Grande escrita!

Oria Allyahan disse...

Se os fragmentos desavorados já diziam tanto, imagina só o que a ambígua forma escrita pode dizer-nos em sons!?

Saudade de teus cantares, moço!

Grande abraço!!!

O.A.

^^

Sandra disse...

Musical, doce e subtilmente irónico.
Beijo

R.B.Côvo disse...

Concordo com a Cris, esse último verso é uma graça. Abraço.

Maria Andrade disse...

que puxa...

Jorge Pimenta disse...

a poesia também se faz de estilhaços desarvorados que jamais chegam a sinfonia...
abraço, poeta!

Primeira Pessoa disse...

minha presença, como sempre, é vã.

fundamental é a essa poesia que leio aqui.

saudades de você, cabra de feira!

beijão do

r.

Loba disse...

tb pode ser a poesia um conjunto de fragmentos que desarvora a harmonia do discurso.
bem-te-vi! bem-te-beijo!

Maria Paula Alvim disse...

tô aqui boquiaberta... já está no 536?!! Vou demorar pra por a leitura do blog em dia, me ausentei muito tempo. Mas a qualidade continua a mesma, né, Assis?

Luiza disse...

talvez não tenha nada haver mas me lembrou o show do Dominguinhos no parque Ibirapuera de domingo. Um concerto e tanto. - ou seja esse poema tá bom que pela. :)

beijos!

dade amorim disse...

Acorde solitário, não fragmento.
A forma ambígua que transforma a sinfonia.
Beijo, Assis.