sexta-feira, 4 de novembro de 2011

757 - poema torto para pirilampos no jardim

sem que eu me saiba
cantam-me rouxinóis
cruzam-me de oboés

sem que eu me saiba
cotovia de mim se ria
meu reino de canário

sem que eu me saiba
nó no peito arrebatado
canto só e desavisado

12 comentários:

Angélica Lins disse...

Só senti falta do beija-flor =)

Beijo perfumado de flor Angélica

Everson Russo disse...

Voo livre de poesia em amor...abraços de bom final de semana.

MIRZE disse...

ASSIS!

A imagem que passa é que os pirilampos são os faróis que iluminam o palco onde cantas, ao som de uma orquestra e um coro de todos nós.

Beijo

Mirze

Tania regina Contreiras disse...

É assim: toda vez que eu te leio, elevo-me, saio do chão, olhinhos começam a olhar as coisas diferentes, o mundo fica mais belo, tenho dificuldade de voltar à superfície, à rasidão. Por isso, acordar e ler Assis faz a diferença.
Há palavras de que eu gosto muito, e elas estão sempre com você: pirilampos - adoro... E o poema, pra eles, que são preces matutinas, eu digo sempre AMÉM!
Beijos, menino!

Celso Mendes disse...

não que eu saiba, mas dançam as palavras de teu canto.

abraço.

AC disse...

Há cantos para todos os gostos, e muitos deles ultrapassam-nos...

Abraço

Wilson Torres Nanini disse...

o negócio é quebrar gaiolas e sinfonizar, coletivamente, o canto que saia do peito de cada um.

Os pirilampos parecerão auréolas.

Abraços!

Ingrid disse...

delicioso cantar querido..
beijos perfumados para teu jardim..

Daniela Delias disse...

Adoro a palavra "pirilampo", me identifico rs. Muito bonito, Assis!
Bjs

Verso Aberto disse...

poema assovio

gostei muitíssimo

abs Assos

dade amorim disse...

"Nó no peito arrebatado", todo poema tem seu ponto de toque.

Beijo.

Cris de Souza disse...

adoro esse teu ritmo alado!