terça-feira, 22 de novembro de 2011

775 - a poesia é o silencio engravidando sílabas II

a metáfora da distancia no sertão
é carregada de léguas
são os bravios dos descaminhos
que impõem formosura
quando desapercebem os rios
de suas veredas e sibilam
como os répteis assustados
na maresia da pedra quente

8 comentários:

Everson Russo disse...

A sempre metafórica poesia dos mais puros sentimentos...abraços de bom dia.

MIRZE disse...

Léguas de bravios descaminhos, fortalecem o silêncio!


Lindo de secar a alma

Beijo

mirze

Luiza Maciel Nogueira disse...

quão genial é esse título! - até pensei em mais um desenho: uma grávida da poesia, mas claro em tua inspiração :), adorei!

Beijos

Tania regina Contreiras disse...

Menino, eu fico boba com vc, sabia? Poesia todo dia e todo dia um assombro de beleza!!!
Beijos,
P.S. - Hoje não pôde ser essa minha prece matinal, mas tá valendo, que "hoje" ainda não terminou.

Lídia Borges disse...

Visual e sonoro, em sinestesias evocando os sentidos, sugerindo a viagem em rios "desapercebidos"


Um beijo

dade amorim disse...

Memórias assim são inesquecíveis.

Beijo.

Ingrid disse...

um correr de águas mornas..
lindo findi poeta!
beijo

Eurico disse...

Uma das mais belas imagens do sertão que me chegaram aos olhos...
Belíssima essa paisagem!Poesia árida, porém, majestosa, como é de fato o sertão!

Abraço fraterno.