segunda-feira, 28 de novembro de 2011

781 - ciranda de sertão em véspera de trovoada

o mandacaru guarda em suas veias
o líquido lírico da sobrevivência,
mata a sede de rio no sertão,

mesmo refratário ao toque
incita a pele de arrepios,

dos seus espinhos reluzentes
é que assoma o néctar vermelho
que põe visgo e sangue nos dentes

11 comentários:

Ribeiro Pedreira disse...

veias de anunciar a chuva em flor.

Everson Russo disse...

O sertão e seus áridos sentimentos que carregamos no peito...abraços de bom dia pra ti amigo.

LauraAlberto disse...

deste lado daqui, não sei bem o que é o sertão, mas tu vais me dizendo
quase que sinto o cheiro da terra daí aqui
abraço
LauraAlberto

MIRZE disse...

Visgo e sangue nos dentes?

Vou ver no DR Google o que é um mandacaru. Dele só sei que é um sinal que a chuva chega no sertão.

LINDA CIRANDA!

Beijo

Mirze

Analuz disse...

o que surge primeiro em tuas obras, o título ou os versos...rs!

Beijinho, poeta Assis!

Celso Mendes disse...

o mandacaru e o segredo das águas.

e o poema açoita a seca e chama chuva com o lirismo árido do sertão.

abraço.

Tania regina Contreiras disse...

O mandacaru tá no nosso sangue, poeta! E faz tempo não o vejo assim em poesia.
Beijos,

Cris de Souza disse...

" Mandacaru quando fulora na seca,é o sinal que a chuva chega no sertão.... "

dade amorim disse...

Mandacaru é um velho conhecido,
mesmo sem nunca ter sido visto.

Beijins, poeta incrível.

Bípede Falante disse...

Que bonito :)
beijoss

Ingrid disse...

ler teus versos é certeza de deleitar-se..
beijos querido..