sábado, 12 de novembro de 2011

765 - Canção de fervor para a natureza dos temporais

prezados senhores, as palavras ardem
pelos meus olhos, queimam-me as mãos
não me peçam impunidade ao verbo: deliro

prezados senhores, as palavras ardem
apreciem a procissão de girassóis
em cortejo solene pelo alvorecer

é disso que vos falo:
o dilúculo se anuncia, rogai
que me canso de antelóquios

18 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Contemplo a procissão de girassóis, coisa mais linda, Assis! Agora, sim, amanheceu...
Beijos,

Nicast disse...

"apreciem a procissão de girassóis
em cortejo solene pelo alvorecer"

dispenso todo o resto, deixe vir o amanhecer.

abço

Jorge Pimenta disse...

de que me serve chegar à porta e não conseguir entrar? há começos que não bastam, nunca...
abraço!

Celso Mendes disse...

e a vida delira no verbo...

bravo, poeta!

abraço.

Analuz disse...

só percebe o dia o peito que anoitece...

beijinho carinhoso de fã, poeta Assis!

MIRZE disse...

Fantástica canção!

Junto seu fervor e sigo a procissão!


Beijo

Mirze

Everson Russo disse...

AS palavras sempre serão inquietas na alma...abraços de sábado.

Fred Caju disse...

Girassóis: onde chegam trazem beleza.

Ingrid disse...

teu canto desespera..
beijos Assis..

Daniela Delias disse...

Deliro!!!

teca disse...

Estava lendo os versos que perdi... todos eles fervem de emoção... como estes que ardem pelos olhos!!!
Um beijo imenso!

dani carrara disse...

pesados senhores, as palavras mordem a minha boca

deliro imagens. rs.
..........

e assis, é bom tudo isso aí? porque as vezes eu prefiro não sentir.


bjo

Sandra Botelho disse...

E que seja um jardim...Bjos achocolatados

Adriana Karnal disse...

medieval, barroco, shakespeareano.
Mudaste a foto caro amigo?

Cris de Souza disse...

Poema de natureza furiosa!

Deliro com tua voz, nem ouse pensar que não estou a ouvir os teus cantares- ainda que silenciosamente.

Beijo, mestre!

Luiza Maciel Nogueira disse...

que assim seja, como uma prece que dança aos olhos

beijos

Eurico disse...

Uma anunciação!
Um vaticínio!
Uma canção... p(r)o(f)ética!

Fraterno abraço.

Vais disse...

Ei, Assis,
pois sim, as palavras ardem
e muito há de delírios nos verbos
"tudo faz ausência no silêncio que fito"
"dói-me o desatino de tantas palavras"
aprecio um campo de girassóis, mesmo com um sol revezando com os pingos que caem das nuvens inchadas e carregadas de água

beijo