quarta-feira, 9 de novembro de 2011

762 - canção para estrelas, via láctea e imensidão

não me coube o fortuito
aquilo que em olhos vagava
não, não me coube
o acento melódico e sutil
vingaram-me pedras em uso
o malbaratar das horas
não me coube o que brilha
pedra acesa queimando mãos
não, não me coube
vingaram-me palavras tortas
o solilóquio amargo do verbo

8 comentários:

Everson Russo disse...

Não me coube o mais sutil dos sentimentos...abraços de bom dia pra ti amigo.

MIRZE disse...

Sutil. Lindo e ainda bem que a canção é dedicada às estrelas.

Poema maravilhoso!

Beijo

Mirze

Analuz disse...

o olhar mudo das estrelas refletido neste poema...

Beijinho de fã, poeta Assis!

dani carrara disse...

no ceú de noite
o movimento a gente sente assim no brilho que oscila
ou quanto alguma estrela dá o ar de cair (sorte a nossa)

imensidão.

solidão é verbo?


beijo...

dade amorim disse...

Mas cabe uma luz de estrelas sobre o poema.

Beijo beijo.

Daniela Delias disse...

Coube o poema, e é tanto.
Bjão!

LauraAlberto disse...

a vida é uma imensa galáxia de solidão

abraço

LauraAlberto

Ingrid disse...

palavras intermináveis?..
imensidão de dias..
beijos...