quarta-feira, 16 de novembro de 2011

769 - fragmento tosco para uma ode marítima

quando uma sede me continha
de içar velas fui à procela
vaguei entre ausências
até o horizonte dissipar

deitei na proa de tantos astros
que os olhos perderam a órbita

quando uma sede me continha
de içar velas fui à procela
e era de risco o anelo
de ti a bússola que ousei ansiar

10 comentários:

Everson Russo disse...

Sede de navegar a vida...de ancorar apenas no porto chamado amor...abraços de bom dia.

MIRZE disse...

O mar está feliz! Uma ode assim, cheia de riscos e ânsias, ele procela-se.

Beijo

Mirze

Celso Mendes disse...

São nas procelas que lembramos dos azuis, do sol, das estrelas.

abraço.

Wilden Barreiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Wilden Barreiro disse...

'deitado na proa dos astros',
não se sente nenhum vento, nenhuma brisa
que as velas enjeitem.

abraço

AC disse...

Tenho para mim que num blogue são importantes os comentários, pelo menos eu gosto de os sentir no meu espaço. Tudo isto para lhe dizer que, embora passe por aqui quase diariamente, nem sempre é fácil comentar um poeta da sua qualidade, na maior parte das vezes limito-me a sentir o eco das suas palavras. Facto que vivamente lhe agradeço.

Abraço

Vais disse...

Fragmento bonito, Assis, ainda que tosco, bonito, na verdade, um mistério

beijo pra ti

Cris de Souza disse...

lembrei-me de um poeminha meu que não chega aos pés do teu:

sede de ser-te
o centro benigno

e toda órbita
do teu signo


beijo, mestre maior!

Jorge Pimenta disse...

as procelas da ausência; a bússola mora nos olhares sombrios de ninfas de além-cabo. adamastor que o diga...
abraço, assis!

Ingrid disse...

olhar o infinito em fragmentos nos teus versos..
beijos perfumados querido..