sexta-feira, 25 de novembro de 2011

778 - Poema para cotovia na sebe distraída

a asa faz reminiscência de voo
no instante que o pássaro
saliva os bemóis do alvorecer

assim emplumado de espanto
destila o assovio pela campina
e atiça alvoroço na madressilva

10 comentários:

Barthes disse...

Que esses "bemóis ao alvorecer" se estendam também enquanto acordes naturais e sustenidos,até que possamos espairecer.
Gostei do teu espaço,poeta.
Passo a seguí-lo.

Barthes disse...

Que esses "bemóis ao alvorecer" se estendam também enquanto acordes naturais e sustenidos,até que possamos espairecer.
Gostei do teu espaço,poeta.
Passo a seguí-lo.

Analuz disse...

"saliva os bemóis do alvorecer"
"destila o assovio pela campina..."

Adorei!

Beijinho de fã, poeta Assis!

Everson Russo disse...

Voo livre leve e solto de amor...abraços de bom final de semana.

dani carrara disse...

eu li sede..

e dpois tudo se aquieta
ou ja é quietude

bjo

Celso Mendes disse...

registro poético de se ouvir com os olhos.

abraço.

MIRZE disse...

Lindos! Esses bemóis do alvorecer ...DEMAIS!

Beijo

Mirze

gogol de kapote disse...

deslizam negras letras

em mil e um tristes poemas

irresolutos theoremas de temas

de curtas e longas tretas e petas

e tudo em tristes letras pretas

linhas lágrimas pretas de poetas

patetas....

Jorge Pimenta disse...

por momentos, recordei-me de sá de miranda e eugénio de castro, com o seu lirismo bucólico, onde nada atiçava a harmonia da tela. soubessem eles que as inquietações não moravam no canto dos rouxinóis, mas nas sebes onde faziam ninho.
abraço, assis!

Ingrid disse...

linda visão..
encantamento.
beijos querido.