sábado, 6 de fevereiro de 2010

117 - Numa certa manhã

Numa certa manhã
Deste ano que desconheço
Divisei as pontes de então
Mas não tentei ultrapassá-las
- Como fiz até aquele dia -
Atirei-me na correnteza
Com a mesma calma do rio
E sem possível indagação

9 comentários:

Mai disse...

Um dia quem sabe...
Abraços

Vanessa G. Vieira disse...

Adorei a sugestão!!! coloquei a música junto ao texto lá no blog!!! E também encontrei outras coisas bem interessante!!! Abraços

nina rizzi disse...

era o que eu faria.

Lara Amaral disse...

Entregue, assim, até me inspira. Lindo!

Ótimo fim de semana!

Gerana Damulakis disse...

Vc sabe, sou chata, venho aqui e comento. O verso "Divisei as pontes de então": rico, especial.

Hercília Fernandes disse...

Muito lindo, Assis. O risco faz parte da natureza humana.

Beijos,
H.F.

Jorge Pimenta disse...

O carrossel do passado e do presente determinando as acções individuais. Também eu tantas vezes prefiro a vertigem e a escarpa intangível à serenidade das pontes que... apartam...

Um abraço!

Gisele Freire disse...

Muito bom Assis!
Gostei!
bjs
Gi

Murilo Rafael disse...

"Passam por dentro de mim
Um cidade e um rio
Agosto de muito frio
setembro de muita flor.

Por cada beco vazio,
meu coração ocupado,
passando pelo passado,
tenta passar pela dor"

(Roberto Mendes/Jorge Portugal)

Um abraço,
mR.