segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

119 - Ode para jasmins e cristais

Só me resta esperar
O inútil cavalgar
Desta manhã luminosa

Há demasia nas cores
Há vertigem de fantasia

Quero antes o pálido e
O cinza do remoto sonho
E adormecer no jirau
Sem temer a eternidade

8 comentários:

nina rizzi disse...

Assis, lembra daquela MeNina que ganhou goma de mascar e se desesperou porque teria que mascar etrrnamente? pois é...

dúbio, né: há vertigem na fantasia repleta de cores e quero o pêebê do sonho ido. era um sonho real? a realidade é mais real nos sonhos?

o título me lembra que: besta rua, besta rua sem um bosque...

cheiro.

Mai disse...

Ademais, quem é que quer sofrer?
Abraços

Mai disse...

E mais...embora a crua realidade dos dias, jamais li qualquer placa dizendo - É proibido sonhar. Beijo.

Jorge Pimenta disse...

"Quero antes o pálido e
O cinza do remoto sonho
E adormecer no jirau
Sem temer a eternidade"

De sonho se faz a eternidade e, por mais lívido e tímido que este seja, é o bastante para que aquele que sonha se eternize.
Um abraço!

Moacy Cirne disse...

Até os comentários, aqui,
meu caro,
são poéticos.
Por falar em poesia,
como era mesmo o primeiro nome de
Feira de Santana?
Pareceu-me, então, quando aí estive,
extremamente poético...

Gerana Damulakis disse...

Um eco de Bandeira, aí o poema já me cativa.

Moacy Cirne disse...

Santana dos Olhos d'Água...
Isso mesmo!
Que beleza de nome.
Alguém já o explorou em
algum poema?
Por que você não faz?
No Rio Grande do Norte
tem uma cidade com o nome (até hoje)
de Caiçara do Rio dos Ventos.

Um abraço.

ErikaH Azzevedo disse...

Eterna mesmo meu querido só a força da palavra, essa que acompanha-nos geração pós mais do que a geração...a escrita mais do que a falada e a sentida, em todas as duas.

Retiro as cores do beijo para que pálido ele possa melhor abraçar o teu sentir....de sonho!

Erikah