quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

128 - Balada de tanto porvir VI

Dias inteiros a negar
Coração, alma, memória

Escandir os fios da teia
Nos meandros da areia

Despistar falsas iscas
Apascentadas em pranto

Enquanto o corpo quieto
Lança-me luzes e pisca

5 comentários:

Murilo Rafael disse...

Uma balada para ser ouvida e sentida...

Abraços,
mR.

Jorge Pimenta disse...

Estive longe do mundo dos blogues nos últimos dias, mas, assim que regressei, não podia deixar de passar por aqui, espaço de convergência de ideias urdidas com as sensações. Fixei-me nas diferentes "baladas de tanto porvir" que saboreei uma após a outra; acabei por me deixar embalar pela negação do que tantas vezes, por ser demasiado essencial, desperdiçamos.

Um abraço, Assis!

Adriana Karnal disse...

lindo, lindo, lindo...
o corpo quieto, lança-me luzes e pisca.achei de uma sutileza essa metáfora.;...

Mai disse...

Pescar palavras e o amanhã.
cheiros com luz

nina rizzi disse...

é... dissimular memória é foda. dizem que o segredo da felicidade é memória curta. a minha é ótima. nunca esqueço, por exemplo, um belo poema, mesmo que lido uma única vez.

cheiro.