terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

127 - Balada de tanto porvir V

De tantas carnes que me cortas
Correm desígnios que se enfileiram
Dão-me sal e sangue nestas veias

Rubras torres, faces de melancolia
Açoites que me tomam em maresia
Agudas garras que me tremem,
Ávidas, as mãos distantes.

A perplexidade que insiste e
Aflige o balido das alvoradas.

3 comentários:

Mai disse...

Calor de quem se exaspera
em versos de viscerais esperas
Por vezes ventos, por vezes flor,
por vezes brisa ou mar de amor
Guardar o ontem, suspirar o amanhã
E embalados em redes e vãos,
cheiros em alvoradas
tanto ainda há por vir...

Poesia é isso, Assis, é unguento nas dores do peito.
Abraços, poeta!

Lou Vilela disse...

Em resposta ao teu comentário: sim... a lida é boa! O teu lapidar tem produzido peças singulares. ;)

Beijos

nina rizzi disse...

a acidez é tanta que nem o mar aplaca essa insuportável maresia dos dias... melancia na bunda, que lá na terrinha é melancolia profunda.

eita porra de poemada boa sô.

um beijo, meu caro.