sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

130 - Balada de tanto porvir VIII

(movimento final)

Vou me remir de impossíveis
Tecer a galeria dos inusitados
Compor metáforas descabidas

Talvez em meio a este tumulto
De coisas que se avolumam
E eu não consigo dar destino

Reste a névoa sem medida dos
Nossos desencontros furtivos
E calem as trevas do anoitecer

7 comentários:

Lou Vilela disse...

"Talvez em meio a este tumulto
De coisas que se avolumam
E eu não consigo dar destino"

Impressiona a sua capacidade de dizer tanto em tão poucas linhas.

Beijos

Mai disse...

Poesia desmesurada!
Concertos ao amanhã, maestro.

Abraços

Nydia Bonetti disse...

Porvir é uma palavra que me encanta, Assis. Quantas vezes, no meio do tumulto nos achamos e quando tudo parece no lugar, nos perdemos. A vida não tem mesmo lógica. É tudo puro acaso.

Abraços!

nina rizzi disse...

olá, meu querido,

desencontros me remete à desassossego. parece que dói o peito, mas eu já nem sei, sabe. amortecida.

eu tou pensando em sartre e essa coisa aventuresca dos encontros e narrativas. puxa, o amor traz cada bagagem em seu 'pacote feliz' que me encho de náusea... o carro que fundiu a porra do motor; os meus trezentos filhos - antes fosse laocoonte, ugolino - que... putz. sou uma menina ótima e ele também e juntos só fazemos merdas, ou... não nos encontramos ainda...

um beijo, tá.

Moacy Cirne disse...

Meu caro,
há um poema seu no Balaio.
Um outro, mais "antigo".

Abraços.

Gerana Damulakis disse...

Ainda fico com o movimento anterior da balada.

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Tô indo lá no Balaio te ler. Gosto imenso dessas transcendências. Qualquer dia vão te achar lá no Canto Geral: poema 86 - drummond(nianas) -, combinado?

Abraço mineiro,
Pedro Ramúcio.