domingo, 28 de fevereiro de 2010

139 - Santana dos Olhos d’Água

ao mestre Moacy Cirne
que fez a provocação

Quando nasci
Menino meio torto
Deram-me de batismo
O couro curtido na pele
O manto alvejado da lua

A serra de encruzilhada
Disfarçada de caminhos
A face retirante do aboio
E uma voz a tanger-me
No deserto dos olhos d’água

13 comentários:

Moacy Cirne disse...

Maravilha, meu caro, maravilha.
Feira de Santana, o nome atual de
sua cidade, merece a homenagem
que relembra os tempos inaugurais.
E obrigado pelo "mestre".

Abraços.

Lou Vilela disse...

provocação bem feita
resposta à altura
o poema desde o título
uma belezura

vou saindo de fininho
pra não escrever mais besteira
viva Assis, o poeta!
viva a poesia de Feira!

-------------

(Muitos risos aqui).

Não conheço a tua terra, poeta, mas imagens, história..., já dão uma boa ideia da poesia que há no lugar. Seu poema confirma a impressão.

Beijos e bom domingo aos dois.

Lou Vilela disse...

Digo, * teu poema.

Murilo Rafael disse...

Mais uma vez te parabenizo pelos belos poemas que você nos apresenta. É sempre um prazer lê-los.

Abraços,
mR.

Jorge Pimenta disse...

A romagem pelo universo dos blogues começa e termina aqui, neste cantinho mágico!

Um abraço!

Mai disse...

Uma avenida é este teu poema-cidade.
Coisa linda quando soltas a mão.
um cheiro

dade amorim disse...

Valeu, Assis! Lindo poema, resposta à altura.

Beijo

líria porto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
líria porto disse...

caro poeta
vim pra te reler e te dar um cheiro!
besos

Nydia Bonetti disse...

Que maravilha, Assis. Ainda não fiz um poema pra minha terra. Fiquei motivada ao ver o teu. Bonito demais. Abraços!

Gerana Damulakis disse...

Está bom, mas eu dedicaria a CDA, tendo em vista os menos avisados.

nina rizzi disse...

que poema lindo, assis.
um beijo nos zóim.

Wilson Torres Nanini disse...

Poesia que suscita poemas novos, que demove os demônios e aviva lumes. Agora, por exemplo, sigo cerzindo meu autorretrato. Abrços!