segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

112 - Ode para o gênesis

No princípio era o poema
Soluço que povoou imagem
Feito de um verso obtuso
Até que o enigma deformou

E se fez a poesia de cada dia
Metáfora sem ouro nem prata
Matéria do nada a engendrar
Vertigem, desterro, naufrágio

5 comentários:

nina rizzi disse...

finalmente consio comentar. as lãs estão cada vez piores, meu caro, e eu almejando cada vez mais a "bolsa internete da nina".

é, vc tem razão, no princípio era o poema. mas tenho a dúvia entre princípios e finditudes...

um beijo, meu querido.

Mai disse...

Ave!
No caldo, o caos e um poema cosmopolita.
Maravilha!
Cheiro, poeta.

Lara Amaral disse...

Sua poesia é cotidiana

E não por isso menos livre

Nem pouco insana.

Adoro!

Beijos, ótima semana!

Gerana Damulakis disse...

Bom, bastante bom.

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
"No princípio era o poema..."
Somos versos de Deus?
Algures eu disse:
'o cantor é o ser
que o Criador escutou
antes de ser.'

Lindo o seu poema a espalhar o pó e o pólen.

Abraço valadarense,
Ramúcio.