segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

133 - Poema de outro querer

Nunca quiseste o prado e a flor
Que eu te jurava na
Concupiscência das palavras

Açoitavas o destino com desdém
E lançavas chamas e lascívia
Nesta pele desbotada que secou

6 comentários:

nina rizzi disse...

lembrei, de novo, de mim e mamãe: para de mendigar afeto, menina ridícula...

beijo, assis.

Primeira Pessoa disse...

forte, assis...
leio o poema em mim e concluo:
açoito meu destino com pena de mim próprio...
mordo e assopro...
preciso me desvencilhar dessa vocação pra barata, que às vezes me acompanha.
enquanto isso, ele, o destino, desdenha de todos os meus iguais.
uma foda, isso.

nina rizzi disse...

ô, assis, tentei comentar antes e não consegui, obrigadíssima, é tão honroso, eu ali, em cima de vc (ali na cabeça da página), morrendo de amores. pensava no vinicius, quando escrevi a barcarola:

"quem vai pagar o enterro e as flores
se eu morrer de amores?"

um cheiro.

Lou Vilela disse...

Um achado poético, meu caro...

Beijos

Jorge Pimenta disse...

tantas são as vezes em que o infinito nos é vedado... o essencial? acreditar nele... que as decepções nunca no-lo destruam.
Abraço!

Gerana Damulakis disse...

Cada vez mais belo.