sábado, 12 de junho de 2010

243 - Flores e madrigais

infinda era a tarde
que habitava a infância
onde se colhiam gestos,
e acolhiam-se inventos
em visgos e alvoradas

até na pele do vento
havia tempo de recomeçar

19 comentários:

Mirze Souza disse...

Belíssimo, Assis!

A infância é sonho que infelizmente acaba, ou vira pesadelo.

"Até na pele do vento havia tempo de recomeçar"

Aplaudo de pé, esse verso que encerra o poema!

Parabéns, é pouco!

Beijos

Mirze

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Adorei!

Marcantonio disse...

Ô Assis, como eu faço para não ficar tão repetitivo ao falar dos alumbramentos que tenho aqui? Vou criar um código usando pontos de exclamação, mas não irá adiantar, ainda assim serei redundante. E pouco.

Abração

Jorge Pimenta disse...

infinda é a infância. seja qual for o tempo que vivemos agora... até mesmo na desatenção da memória, porque...
"até na pele do vento
havia tempo de recomeçar"
um abraço!

Solange Maia disse...

perfeito !

você faz as palavras existirem...

beijo

Everson Russo disse...

Nostalgia é sempre bom,,,e sempre será possivel recomeçar,,,abraços amigo e bom sabado.

Luiza M. Nogueira disse...

Recomeçar sempre!
Ainda quero ver esse livro dos 1001 poemas um dia.

Bjs.

Tania regina Contreiras disse...

Assis, seus versos propõem-nos sempre outros versos, é curioso...A pele do vento clama por outras peles, outras vozes, dentro de nós!

Abraços,
Tânia

Júlio Castellain disse...

...
Maravilha, Assis.
Hoje estou no Contando até 1000.
Se puder, dá uma passada por lá.
Meu abraço.
...
http:://contandoatemil.blogspot.com
...

Sandra Botelho disse...

Sempre é tempo para recomeçar...

Bjos achocolatados

Lou Vilela disse...

Encantador...

Bjs

Lara Amaral disse...

Ao ler, transportei-me para tardes assim. Lindo!

Abraço!

Wilson Torres Nanini disse...

Precisamos mesmo recobrar esses tempos insontes, cheios de paisagens que nunca são vistas da mesma forma em outras épocas.

Forte abraço, grante poeta!

Nydia Bonetti disse...

... infância não é tempo - é lugar, para onde volto quando me perco no caminho - sempre me encontro por lá ... tua poesia é mesmo um "bando de palavras" que cantam, assis e nos faz "avoar"... beijo.

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, um mimo de poesia ! Um abraço com carinho.

Gerana Damulakis disse...

É isso mesmo: "infinda era a tarde/
que habitava a infância". Muito bem colocado em poema.

ryan disse...

não podemos deixar a infancia findar
esse mundo adulto de papeladas e contas a pagar é horrivel.


belo poema, belo poema.

nina rizzi disse...

que lindo, assis. eu gosto assim, quando caminhamos mais crédulos. mas na minha terra a esperança não deveria durar mais que um dia: a gente corria e não esperava.

belobelo.
beijos.

Sylvia Araujo disse...

Ainda há - acredite! :)

Lindíssimo, Assis!

beijoca