segunda-feira, 21 de junho de 2010

252 - budismo pós-moderno


perambulo entre falácias
neste rossio encardido
de sol a sol: sós
- tu e eu -
augusto, um pombo
defecou na minha sorte

18 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

Bem, todos os dias algo ou alguém - e nós mesmos - defeca na sorte.

Mas eu sou suspeita, tenho um certo culto à desesperança e uma racionalização do fracasso, rs.

Zélia Guardiano disse...

Ai, que no teu caso foi um pombo, Assis... Já, no meu, um condor...
Adorei este teu budismo!
Grande abraço

Marcantonio disse...

Sensacional esse achado de sua singularíssima pessoa, Assis! Fora de série. E a forma do poema configura uma ampulheta.

Abração!

Everson Russo disse...

Xoooo pombo....abraços amigo e uma bela semana pra ti.

Mirze Souza disse...

Realmente, é singular esse budismo!

A sorte, certamente fica no ombro. Ou seria na cabeça?

Xo pombo!

Beijos

Mirze

Tania regina Contreiras disse...

Muito bom, Assis!

abraços,
tania

Primeira Pessoa disse...

falácia é uma das palavras belas do nosso vocabulário.. musical, bela... como o poema, que traz na asa de um pombo um sorriso gaiato.

nina rizzi disse...

também gosto muito da palavra falácia, mas também rossio, perambulo, sobretudo - tu e eu -.

que acidez. isso acaba com minha vesícula. e eu não vou fazer a cirurgia.

beijos, caríssimo.

Eder Asa disse...

Que azar da sorte!

Mas perambulo por entre eeste sítio... E só vejo roxinois. Belos e cantante, por debaixo desses sóis.

Luiza M. Nogueira disse...

juntos os amantes e de repente um pombo, a pedra no meio do caminho...beijos.

Lara Amaral disse...

O lugar é muito amplo para estar a sós, olha aí o tal augusto se metendo.

Abraço.

Vinícius Rocha Zocolotti disse...

rsrsrs muito bom...

Isabella Nucci disse...

Continuo admirando suas poesias.
Tenha uma ótima semana.
Beijos

ryan disse...

pós-cagada
a fé se multiplica
fezes

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Zé de Assis,
Há anjos que são poetas modernos, e há poetas que são anjos pós-modernos...

Abraço de augusta tradição,
Pedro Ramúcio.

Gerana Damulakis disse...

Simplesmente perfeito.

Cris de Souza disse...

Lembrei-me do Quintana:

" Um urubu pousou na minha sorte. "

Anônimo disse...

Parabéns!