terça-feira, 22 de junho de 2010

253 - série sem título I

recorta-me os dentes em alegoria
põe-me cintas e ata-me os sentidos
descortina-me o alforje de alvitres
pune-me incrédulo em vicissitudes
flagela o ímpio desejo que assoma
faz de mim a nua ponte e não o fim

22 comentários:

Everson Russo disse...

Ponte para o amor pleno,,,abraços amigo,,,belo dia pra ti.

ryan disse...

ponte lírica
sobre o mar de concreto

Vanessa Souza Moraes disse...

faz de mim a nua ponte e não o fim


Mas faça :)
Alguma coisa.

Luiza Maciel Nogueira disse...

a paixão aprisiona, mas quer libertar.
A alegoria dos teus dentes deve ser paisagem. Mais um belo poema da série. Ontem li todos e posso dizer que cada um tem uma luz muito particular.

Beijos.

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

Bom São João para vc também Assim com muita poesia e licor e que encontre sempre pessoas que "faça de "vc" a nua ponte e não o fim"

Ana SS disse...

Recorta, põe, descortina, pune, flagela...mas não o fim!
Abraço.

Macaires disse...

Isso tudo é um começo que nunca tem fim, é um ciclo!

Um beijo!

Tania regina Contreiras disse...

De atados sentidos e pontes nuas: maravilha, Assis...mas senti falta do título, porque seus títulos já são um poema sempre...

Abraços,
Tânia

Fouad Talal disse...

Haja constrição meu rei!

Um abraço!
FT

Lara Amaral disse...

Que construção, Assis!

Abraço.

Sandra Botelho disse...

E assim que se edifique em ti o edificio do desejo.
Bjos achocolatados

Jorge Pimenta disse...

o mais incrível neste texto é a desconstrução de um princípio lógico da urdidura gramatical: o imperativo nas mãos do vassalo e não do suserano.
não paras de surpreender, amigo poeta!
um abraço!

Zélia Guardiano disse...

Faz de mim a nua ponte e não o fim...
Lindo!!!
Grande abraço, querido assis...

nina rizzi disse...

assis, hoje mais cedo eu quis escever um poema assim. que bom que vc o fez, assim a poesia vem madrinha pra se comer. e não o fim.

lembrei:

não te assustes com esse mar
não é obstáculo, antes
ponte.

se não lembrei, 'caba de sair.

beijos, cheiros.

nina rizzi disse...

*madura ;)

Mirze Souza disse...

O último apelo ou verso é visceral: "faz de mim a nua ponte e não o fim"

Coisas de mestre!

Parabéns, Assis!

Beijos

Mirze

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Nua ponte e não o fim: no princípio era o verso, meio e contínua ação...

Abraço gravado,
Pedro Ramúcio.

Gerana Damulakis disse...

"faz de mim a nua ponte e não o fim": Assis, vc se superou!!!

Wilson Torres Nanini disse...

Da pungência, em que vc espera vir mel, é contruída um elo que ata querer e poder, e, de quebra, abarca todas as febres que poema exala.

abraços!

Cris de Souza disse...

" Faz de mim a nua ponte e não o fim. "

Que maravilha!

ErikaH Azzevedo disse...

Fazer-se caminho , nunca chegada ...tb quero que me sintam assim.

lembrei até do Abrunhosa.
"Que nunca canham as pontes entre nós"

Bjos ao menino.

Erikah

dade amorim disse...

Melhor a cada dia, Assis.

Beijo.