segunda-feira, 28 de junho de 2010

259 - Ária em quarto crescente dissonante


Pairava o tempo em vozes de esfinge e néctar
celebrando o madrigal cheio de impossibilidade
e desterro, gauche de sentidos e atônitos versos
fincando na areia ruínas de um encanto cansado
pregando chamariz desencontrado de crepúsculos

19 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Ah, Assis, quanta ruina de um encanto cansado, tenho encontrado na embaçada paisagem do sobreviver...
Imenso abraço, meu poeta amigo!

Isabella Nucci disse...

Seus poemas são uma surpresa; sempre proporcionando diferentes imagens e versos impecáveis!
Beijos, poeta.

Mirze Souza disse...

Esses encantos cansados doem.

Belo demais!

Beijos

Mirze

Insana disse...

O tempo é sempre o culpado..

Bjs
Insana

ryan disse...

uma revolução de lirismo transcendental
belo poema belo.

leonorcordeiro disse...

O seu blog já está fazendo parte da minha lista de blogs que sabem dançar com a poesia e companhia.
Será um prazer apresentar seus poemas aos visitantes do "Dança das Palavras".
Abraços!!!

Jorge Pimenta disse...

como entendo o título agora, que li o texto, querido amigo... ao quarto crescente sucede, sem lua cheia ou nova, o minguante, numa sinfonia de luzes e sombras, a orgia maior dos contrários.
um abraço!

Lara Amaral disse...

E quando ela pensa que não pode mais se encantar...

Primeira Pessoa disse...

na areia, ruínas de um "canto"cansado.
encanto-me.

beijo grande, assis.
r.

Marcantonio disse...

É quase uma pintura com tons de Turner ou Gaspar David Friedrich. O título é uma beleza a mais.

Abração!

Tania regina Contreiras disse...

"...fincando na areia ruínas de um encanto cansado".... gostei disso, Assis!

Abraços,
Tânia

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, fiquei imaginando as vozes de esfinge e néctar... Lindo poema ! Grande abraço.

Úrsula

Gerana Damulakis disse...

Rico. Muito rico.

Vanessa Souza Moraes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vanessa Souza Moraes disse...

Estás no meu Divã:

http://meudivaenacozinha.blogspot.com/2010/06/insustentavel-sensacao-de-deslocamento.html

Sylvia Araujo disse...

Quanto tempo não passo por aqui, querido Assis. É um pecado ficar tanto longe dos seus encantamentos de palavras. Cada dia melhor (se é que isso é possível) ;)

Uma beijoca

Cris de Souza disse...

Crescente é o suspiro, ao ler-te.

Lou Vilela disse...

Bem caberia aqui o "Decifra-me ou devoro-te!" :p

Uma belezura, meu caro!

Cheiro

Mai disse...

Esse eu levo prá matutar ou maturar ruminando.
Ô djáxo!
cheiros outros