segunda-feira, 28 de junho de 2010

259 - Ária em quarto crescente dissonante


Pairava o tempo em vozes de esfinge e néctar
celebrando o madrigal cheio de impossibilidade
e desterro, gauche de sentidos e atônitos versos
fincando na areia ruínas de um encanto cansado
pregando chamariz desencontrado de crepúsculos

19 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Ah, Assis, quanta ruina de um encanto cansado, tenho encontrado na embaçada paisagem do sobreviver...
Imenso abraço, meu poeta amigo!

Anônimo disse...

Seus poemas são uma surpresa; sempre proporcionando diferentes imagens e versos impecáveis!
Beijos, poeta.

Mirze Souza disse...

Esses encantos cansados doem.

Belo demais!

Beijos

Mirze

Insana disse...

O tempo é sempre o culpado..

Bjs
Insana

ryan disse...

uma revolução de lirismo transcendental
belo poema belo.

Anônimo disse...

O seu blog já está fazendo parte da minha lista de blogs que sabem dançar com a poesia e companhia.
Será um prazer apresentar seus poemas aos visitantes do "Dança das Palavras".
Abraços!!!

Jorge Pimenta disse...

como entendo o título agora, que li o texto, querido amigo... ao quarto crescente sucede, sem lua cheia ou nova, o minguante, numa sinfonia de luzes e sombras, a orgia maior dos contrários.
um abraço!

Anônimo disse...

E quando ela pensa que não pode mais se encantar...

Primeira Pessoa disse...

na areia, ruínas de um "canto"cansado.
encanto-me.

beijo grande, assis.
r.

Marcantonio disse...

É quase uma pintura com tons de Turner ou Gaspar David Friedrich. O título é uma beleza a mais.

Abração!

Tania regina Contreiras disse...

"...fincando na areia ruínas de um encanto cansado".... gostei disso, Assis!

Abraços,
Tânia

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, fiquei imaginando as vozes de esfinge e néctar... Lindo poema ! Grande abraço.

Úrsula

Gerana Damulakis disse...

Rico. Muito rico.

Vanessa Souza Moraes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vanessa Souza Moraes disse...

Estás no meu Divã:

http://meudivaenacozinha.blogspot.com/2010/06/insustentavel-sensacao-de-deslocamento.html

Sylvia Araujo disse...

Quanto tempo não passo por aqui, querido Assis. É um pecado ficar tanto longe dos seus encantamentos de palavras. Cada dia melhor (se é que isso é possível) ;)

Uma beijoca

Cris de Souza disse...

Crescente é o suspiro, ao ler-te.

Lou Vilela disse...

Bem caberia aqui o "Decifra-me ou devoro-te!" :p

Uma belezura, meu caro!

Cheiro

Mai disse...

Esse eu levo prá matutar ou maturar ruminando.
Ô djáxo!
cheiros outros