segunda-feira, 14 de junho de 2010

245 - serenata para flautim e solidão

porque me falaste deste amor
que não cabe aberto em rocha
e não partilha os seus avisos

porque me falaste deste amor
se não me tenho embriagado
e não sei apascentar as nuvens

porque me falaste deste amor
se caminho ermos toda a vida
e não quero porto a me ansiar

20 comentários:

Everson Russo disse...

O amor é sempre assim,nos deixa perdidos em sonhos e desejos,,,,abraços amigo e uma bela semana.

Tania regina Contreiras disse...

Serenata para flautim traz o agudo da solidão...em versos belos, sempre!

abraços,
Tãnia

Primeira Pessoa disse...

a solidão é um instrumento, assis: viliono, flautin, oboé...
fagote.

Zélia Guardiano disse...

...e não sei apascenter nuvens...
Lindo!!!
Grande abraço, Assis de Todos os Versos

Mirze Souza disse...

Seres falam, às vezes demais.

Tenho certeza que sua missão é apascentar nuvens!

Parabéns!

Beijos

Mirze

Maria Vieira disse...

não quero porto a me ansiar tb... mas o amor há de libertar! se não o corpo, um corpo outro. bjos!

nina rizzi disse...

a fala é um vômito também. não falar poderia criar uma hérnia, deslocar o intestino e eu nunca irei ao médico.

"escuta!"

cheiros.

Nydia Bonetti disse...

nunca vamos saber os porquês... só sei que tua poesia é música. beijo!

Andrea de Godoy Neto disse...

"que não cabe aberto em rocha"

acho que ando mesmo pro lado do reino mineral, como tu disse.
essa frase me prendeu, fiquei perguntando: porque falar deste amor?

belíssimo poema (como têm sido todos os teus)
um abração

Luiza M. Nogueira disse...

Do amor tudo é gerado, as poesias e toda arte, sonhos, vida, natureza, saudade. Porque amamos eis o mistério, mas é preciso amar caso contrário a vida é vazio, desespero, escuridão. Lindo poema!

Bjs.

Sandra Botelho disse...

E neste mesmo amor...De que não se falou.
ancorarás teu coração...
Bjos achocolatados

Lara Amaral disse...

Falam dele, pois o que mais querem é pegar os desprevenidos.

Abraço.

Lídia Borges disse...

E saber da sua existência muda tudo, não é?
Muito bonito!

Jorge Pimenta disse...

por que me falaste deste amor
se atravessei vivo o inferno
e agora já não sei dormir...

um abraço, poeta!

Isabella Nucci disse...

"porque me falaste deste amor
se caminho ermos toda a vida
e não quero porto a me ansiar"

cheguei a me arrepiar com estes versos.
Tenha um boa semana.
Beijos.

Gerana Damulakis disse...

Uma beleza, Assis.

dade amorim disse...

Lindo lindo, Assis.

Daniela Delias disse...

"Não quero porto a me ansiar"...que achado é você, hein? Bjo grande!!!

Everson Russo disse...

Um forte abraço pra ti amigo e um dia de paz e poesia.

Lou Vilela disse...

Como calar um amor? ;) Lindo, como sempre!

Beijos