segunda-feira, 11 de abril de 2011

550 - quando a noite me empresta os dentes

folheio o cartapácio de poemas
aqueles todos que lhe dediquei
tu recebias com festa nos olhos
a língua pronta para vocábulos

nada mais avulta deste sol escuro
que me brilha nas barbas e rugas
desde o muito que está inscrito e
naufraga essa estátua incompleta

folheio o cartapácio de poemas
são agora meros objetos silentes
faltam-lhes o calor de tuas mãos
o armistício de nossa inconstância

28 comentários:

Sandra disse...

Ofusco-me e levo-te!
Beijinho

Érico Cordeiro disse...

Oi, Assis,
Muito bacana seu espaço - já está entre os meus favoritos e virei sempre aqui, com calma, para me deleitar com seus poemas.
Aproveito para convidá-la - e os seus leitores - a conhecer o blog Jazz + Bossa:
www.ericocordeiro.blogspot.com
Abraços fraternos!

Everson Russo disse...

Quando a noite cai,,,com seu deslumbre e misterios,,,ai que vem o auge da poesia...abraços de bom dia pra ti amigo.

Sam disse...

embaralho-me por entre os versos
quando minha retina
faz essa festa de olhar.
e permaneço,
na eminência do sorriri.

Meu carinho, Assis.

Fred Caju disse...

Seu poemas com referências noturnas tiram o sono e qualquer um!

Luiza Maciel Nogueira disse...

quando a falta cai e o vazio chega a brotar versos :) lindo Assis!

beijos

Wanderley Elian Lima disse...

De repente as coisas pedem o sentido.
Abraço

Analuz disse...

Sempre me maravilho com a escolha de tuas palavras... tuas palavras-iscas são poderosas...

Beijinho de Luz e ótima semana, Assis!

Contos da Joii disse...

O poeta que sempre me surpreende.
Passando pra te desejar uma ótima semana. Bjs da Joii.

LauraAlberto disse...

tenho andado um pouco perdida, hoje perco-me com esta ansia de ler todos os seus poemas e levá-los comigo
beijo
Laura

R.B.Côvo disse...

Dos melhores. Abraço.

Malu disse...

Assis,


Seus versos me invadem com
toda profundidade.
Poesia densa em sentires ...


Bjo.

Vais disse...

Ei, Assis,
todos os dias você nos apresenta composições, versos, imagens, provocando as mais diversas reações
um agradecimento
e mais ainda, direto preciso ir ao dicionário :) e buscar os sinônimos, a junção dos sentidos que despertam através de suas escritas

beijo, moço poeta dos 550 no caminho dos mileum

Em@ disse...

Assis,
como gostei!
beijo

Raíz disse...

ASSIS!

O sopro que formou o cartapácio de poemas atrai qualquer um. Como criador, deixe em paz os objetos, eles jamais serão silentes.

Beijos, Poeta MIL!

Mirze

Van disse...

mas ficou resgistrado, como um histórico de sentimentos. Talvez poesia seja também isso: o histórico dos sentimentos.

Beijos Assis!

Sam. disse...

passar por aqui, é suspiro garantido...

Boa semana pra ti, poeta.

Grande abraço!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

entre uma dentada e outra nasce algumas imagens qeu são mais qeu carne ou suor

Carla Fernanda disse...

OLá! Passando para uma visita no fim da noite.
Belo poema!
Carla

Carla Fernanda disse...

Pelo menos essa que eu li foi mágica!

Carla Fernanda disse...

Depois volto para ler mais.

Jorge Pimenta disse...

todos os versos declaram guerra a alguma coisa. ter ou não ter, querer e não poder, desejar e falhar, sonhar e morrer. ah, os dentes nunca deixam de ser de leite na boca do poema...

Lídia Borges disse...

A palavra é momento... Ou nada!
Mas fica a contaminar o ar que se respira, para sempre.

L.B.

Ana SS disse...

cardápio de poemas
como nunca pensei nisso?

dade amorim disse...

Quando os poemas silenciam.
O último verso me faz inveja (da boa, viu).
Beijo beijo.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

sim.... tuso é circunstância

e vou nessa pq vc me prendeu meia hora aqui....ahahhha

te linkei no céuAberto

Ingrid disse...

versos são festa inacabada..
beijo querido Assis..

Cris de Souza disse...

quando a noite te empresta os dentes tu me deixas boaquiaberta.