sexta-feira, 15 de abril de 2011

554 - metapoema para os pavões de Flannery O'Connor

acho que foi durante o café conversávamos você disse que há coisas que são incompreensíveis a não ser quando vivenciamos a situação, citou um poema de Brecht, um pequeno conto de Kafka, um trecho de Baudelaire em francês arrastado, eu percebia que enquanto falava as suas mãos buscavam a fumaça do cigarro, aquelas espirais que tão bem sabia fazer, eu tergiversava entre o sim e o hum, hum porque a cena era tão perfeita, parecia saída de um filme noir, o ar tão rarefeito que até hoje me sinto prisioneiro daquela cadeira, bebendo a vertigem de tuas palavras.

19 comentários:

Angélica Lins disse...

As belas visões que versam na alma nossa de cada dia.

Belo.

Beijo + abraço!

Everson Russo disse...

Tudo que já vivenciamos fica guardado na alma...abraços de bom final de semana..

Silviah Carvalho disse...

Existem momentos que ficam pra sempre na memória, parabéns.

Rejane Martins disse...

hum, hum, as interjeições que dizem um quase tudo,
pequenos sinais que revelam possibilidades :)

Sam. disse...

Já dizia Guimarães Rosa: Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data.

Um beijo, Assis!

Celso Mendes disse...

Esse clima de filme noir impregnou o texto. Ler quem sabe escrever assim é sempre um imenso prazer...

Abraço!

Sonhadora disse...

Poeta
Por vezes guardamos as palavras nas mãos...e as recordações num olhar.

Beijo
Sonhadora

Eder Asa disse...

Ah... existem momentos que são atemporais, mesmo.

Sandra disse...

E nós bebemos a espiral das tuas...
beijinho

Luiza Maciel Nogueira disse...

momentos que ficam guardados na lembrança, em sinal de esperança

beijos!

Lara Amaral disse...

Bom demais da conta! =)

Jorge Pimenta disse...

"[...] comecei a fumar para te pedir lume.
para passar o frio.
descobri que não viria a morrer
[...],
mal o lume se apagou
e o café fechou as portas. para sempre"

ana salomé

abraço!

Raíz disse...

ASSIS!

Beber vertigem, dá essas visões de café noir.

Bárbaro!

Beijos

Mirze

escotilha disse...

filme noir!

excelente!!!

um beijo.

Néia Lambert disse...

Que intenso momento!

Um abraço.

Ingrid disse...

delicioso de ler Assis.. sabes que me vi lá sentada à tua cadeira..
beijo querido poeta

Cris de Souza disse...

a sua pena é que me embriaga...

beijo, metapoeta!

dade amorim disse...

Também fiquei presa a momentos assim, um legado e tanto.

Beijo e ótimo fim de semana.

Marcantonio disse...

Sensacional!

Brecht, Kafka e Baudelaire, que ataque, hein!

Abração.