domingo, 5 de junho de 2011

605 - Sobre as desmedidas da essência de argila e aço

I

Para colher espantos
A natureza douta
Umedece os cactos

São assim fugazes
Os efeitos do espinho
Criva-nos espasmos vegetais

15 comentários:

José Sousa disse...

Amigo Assis!
Mais um, pequeno, bonito e singélo!

Bom domingo e um abraço.

Zélia Guardiano disse...

Lindo demais, Assis!
Essa imagem falsa do cacto, tão ameaçadora na aparência...
Grande abraço da
Zélia

AC disse...

Mas o olhar não é fugaz

Abraço

Eder Asa disse...

E pensar que cactos são doces, doces criaturas...
É como muita gente, de seca só a casca!

Abraço!

Ingrid disse...

forte e frágil.. sempre..
beijos querido..

Everson Russo disse...

Espinhos protetores da alma...abraços de boa semana.

dade amorim disse...

Doem, mas são só cactos. Piores são outras dores.

Beijo, amigo.

MIRZE disse...

LINDO DEMAIS!

Argila e aço
Cactos umedecidos
Espasmos vegetais!!!!!!

Evoé, ASSIS!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Lívia Azzi disse...

Assim também é a linguagem: algumas vezes espinhenta, mas recheada de palavras lúbricas...

;-)

Catia Bosso disse...

Quanto espinho em cactos sofridos...

bj

Catita

Catia Bosso disse...

Teus poemas são de gente grande e eu vou parar de arriscar nas respostas pra não passar muita vergonha, mas vou continuar a admirá-los.. estou amando aqui...

Cat

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

Tua poesia é de assombros n'olhos...

bj.

LauraAlberto disse...

não são os cactos, com aqueles espinhos dolorosos, os que te oferecem água em pleno deserto?
Beijo
LauraAlberto

Í.ta** disse...

"para colher espantos"

maravilhoso!

grande abraço.

Daniela Delias disse...

Meu poeta querido! Hoje estou por aqui colocando em dia as doces leituras! Deixo o meu suspiro neste poema de desmedido lirismo...desde que te li, lá no meu cantinho, estou torcendo também para os nossos poemas ficarem bem pertinho na Tribo! Bjo imenso!