sábado, 25 de junho de 2011

625 - Carta de doação à mercê do vosso esmero

p/ Daniela Delias

Deixa-me um visgo em tua sílaba
Átona e desavisada encíclica palavra
Correndo céus entre pele e estrelas
Na dolente gramática das retinas

Infinita constelação em pária galáxia
Esteira brilhante, verbo de anunciação
Mão que pousa o cintilante no arrepio
Moto contínuo para estrada de sem fim

14 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Esteira brilhante, pela qual deslizo atônita, ante tanta beleza...
Bravo, Assis!
Abraço, amigo.

AC disse...

Há pessoas que elevam a dimensão das coisas. Ainda bem.

Abraço

Everson Russo disse...

Belíssima frase, "infinita constelação em praia galáxia", abraços de bom sábado.

Blog do Pizano disse...

o verbo entre
pele e estrelas

você é mestre
abs Assis

Lara Amaral disse...

Lindíssimo, Assis!
A poesia da Dani faz-nos mesmo percorrer céus e peles, assim como a sua.
Merecida homenagem, admiro muito vcs dois.

Beijos.

Jorge Pimenta disse...

assis, é tudo isso mesmo a nossa daniela: delicadeza em tela de estrelas sobre pele.
imensa é a retina que o sabe captar; infinita a voz que o sabe dizer!
abraço, caro amigo!

Gosta/Cabelo disse...

muito bom, ótimo uso da metalinguagem... um tanto abstrato e profundo. Acho interessante como os seus poemas remetem muito mais a imagens do que a ideias.

http://alvoradadosom.blogspot.com/

MIRZE disse...

Brilham os astros!

Beijo

Mirze

Analuz disse...

Você é um maestro com títulos...

Bela homenagem,poeta Assis!
Beijinho de sábado!

Ingrid disse...

linda homenagem !.
beijos querido..

Daniela Delias disse...

Deixo-te um visgo, os meus olhos marejados e um pedaço desse coração desavisado, que agora nem sabe o que dizer. E assim, correndo céus entre pele e estrelas, que a vida me permita por muito mais do que 1001 dias pousar entre os teus poemas.

Bjos, com carinho e imensa gratidão,

Dani

Sam disse...

causou um big bang no meu peito.
Meu carinho, Assis.
Samara bassi

Catia Bosso disse...

Constelação maravilhosa a sua!

dade amorim disse...

Ela merece, Assis, e o poema é uma beleza.
Beijo.