segunda-feira, 20 de junho de 2011

620 - Poema de resina e cristal para distorção ótica


Eu te digo, embora não me creias
Que os lilases reverberam mansidão
Que os muros caiados estão propícios
Aos encontros fortuitos dos pardais
Tanta coisa que eu te digo
Mas tu, em santa inocência, não crês
Em meu amor também não crês
Não vês que ele é cristalino e retina
Estão continuamente criando-te imagem
Eu te digo, embora não me creias
E passeias o desencanto nas palavras
Enquanto vives absorta, solene
Semente no simulacro da poesia

21 comentários:

Everson Russo disse...

O amor sempre terá dificuldades em acreditar num cristalino caminho...abraços de boa segunda.

Luiza Maciel Nogueira disse...

que coisa linda de se versar Assis, semente...uau! um dos meus preferidos :)

um beijo

Sandra Botelho disse...

Dificil desacreditar desse amor depois de tão lindas palavras,,,Beijos achocolatados

Maria Muadiê disse...

que bonito...

Wanderley Elian Lima disse...

Bom seria, tirá-la dos versos, e colocá-la na vida.
Abraço

.maria andrade vieira. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
.maria andrade vieira. disse...

cristalinos, mas tortuosos esses caminhos... há quem tema se afogar a olhos nus. lindo, como sempre. beijos

Rafael Castellar das Neves disse...

Assis,

Eu não sei do que mais me impacta: o conteúdo do seus textos ou os títulos! Ambos são excelentes, mas provocam reações quando lidos separados! Ótimo isso!

[]s

Analuz disse...

O risco de todo poeta é ser mal interpretado...

Beijinho de segunda-feira, poeta Assis!

Adriana Godoy disse...

O mundo está tão esquisito que é difícil mesmo acreditar no amor....

620 porreta! beijo

Tania regina Contreiras disse...

E eu que creio piamente em tudo o que dizes, Assis!!!
Beijos,

Celso Mendes disse...

Resina de palavras para nossos olhos também...

Belíssimo.

Abraço!

Lara Amaral disse...

O poeta ou é cético, ou crê demais.

Sua poesia, de olhos fechados, tateio.

Beijo.

MIRZE disse...

Excelente!

Como num ofício "in" mosteiros.

Beijo

Mirze

Daniela Delias disse...

Ai, ai...

dade amorim disse...

Bem disse a Daniela - ai, ai.
Que imagens, que palavras, que harmonia, todas em conluio de amor.

Beijo.

Ingrid disse...

não ver ou não enxergar?... triste distração..
beijo querido.

Jorge Pimenta disse...

em qual dasa verdades do poeta pode o comum mortal acreditar?
há mentiras mais verdadeiras que a mais cristalina das verdades. porque nem toda a boca o sabe dizer.
um abraço, assis!

Vais disse...

Ai, Assis,
vejo duas situações, um início de um amor que não é correspondido ou o fim de um amor que também passa a não correspondido, e nas duas, que triste dela na sua santa inocência ou santa ignorância não crê, não ouve e não vê, e passeia o desencanto, e vive absorta, mas ainda assim, o poeta a tem semente.
Belo e comovente!

beijo

Eder Asa disse...

Você diz, e diz certo. Como diz um amigo: diz-pe!

líria porto disse...

toda musa é ingrata! besos