segunda-feira, 13 de junho de 2011

613 - Sobre as desmedidas da essência de argila e aço IX

IX

A serpente respira a saliência da pedra
Orna-lhe de olfatos um canto mineral
Desliza em precipícios o corpo esguio

Assim me rio de toda singeleza do fato
Pois habita esse silêncio escorregadio
Que germina o pranto no verso inoculado

12 comentários:

Angélica Lins disse...

Esse foi de suspirar profundamente.

L.I.N.D.O !

Domingos Barroso disse...

"A serpente respira a saliência da pedra"

Caramba, irmão Assis
é um golpe
...


forte abraço.

Everson Russo disse...

A serpente sempre insinuadora do pecado...abraços de boa semana pra ti.

Celso Mendes disse...

"A serpente respira a saliência da pedra
Orna-lhe de olfatos um canto mineral"

escorradias e olfativas figuras por onde germinam o puro poema.

aplauso, poeta!

Luiza Maciel Nogueira disse...

germina versos de silêncio e pranto sagaz, belo Assis!

Bjs

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Assis
O mais perigoso, é o que está nas entrelinhas.
Abraço

Catia Bosso disse...

E Eu, pobre mortal, me deslizo em tuas linhas e versos.... q delicia te ler, Poeta!

Jasanf disse...

As entrelinhas têm o poder da força, por mover tensas e fortes emoções.

Débora Andrade disse...

Há um prêmio para você em meu blog. Na página Selos & Afagos.

Um abraço,
Débora.

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

a serpente fica na tocaia sobre o silencio da pedra

dade amorim disse...

Perfeito, harmonia pura e um final de mestre.]

Beijo.

Ingrid disse...

palavras que esperam por teus versos..
beijos poeta..