quinta-feira, 16 de junho de 2011

616 - Ária imodesta para alçar o canto da cotovia

Há um veio de cheiros em tuas carícias
Um novelo enluarado de repentes
No desalinho das manhãs raiadas

Há um veio de cheiros em tuas carícias
Uma sedução de imprevistos
No vaidoso silêncio de fluir os gestos

Há um veio de cheiros em tuas carícias
Que comove de atrasos as horas
E faz morada no assovio do vento

18 comentários:

Angélica Lins disse...

Misericórdia! Quando eu penso que não há como melhorar, aí você me surpreende novamente.

Beijos, beijos e beijos...
Bravíssimo!

Everson Russo disse...

Fantastico essa morada no assovio do vento,,,dá uma sensação de paz...abraços de bom dia pra ti amigo.

Sandra disse...

E o vento veio de mansinho e sussurrou no meu ouvido o prazer que tinha em transportar a sedução das tuas carícias e cheiros...

Celso Mendes disse...

Ah, meu caro, isso tá perfeito! A cotovia caprichou no canto...

abraço!

Celso Mendes disse...

Tomei a liberdade de compartilhar no Facebook, espero que não se importe...

Batom e poesias disse...

Tão, tão lindo...
Tão, que nem hpa o que mais falar.

Grande poeta!

bjs
Rossana

Cris de Souza disse...

há um suspiro, suspiro, suspiro no meu umbigo...

belíssimo, mestre!

beijosssssss.

Raquel Amarante disse...

Tudo aki é canto, enCanto...

Ira Buscacio disse...

Há um gosto de cheiro no desejo!
Bj, Assis querido

Luiza Maciel Nogueira disse...

uau essa "morada no assovio do vento" é de provocar o canto da cotovia - de fato!

beijos

Analuz disse...

Perfeito!

Por estes tempos, uma sabiá acaricia meus ouvidos... delícia ouvi-la ao acordar...

Beijinho de quinta, poeta Assis!

Luiza Maciel Nogueira disse...

Poema de uma leitora atenta

para inagurar um sorriso
nos lábios,
um poema infame,
uma sonata nos olhos,
abastecer infinitos...

basta ler Assis!

um beijo querido poeta

MIRZE disse...

Maravilha!

É realmente uma ária imodesta!

Beijo

Mirze

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, bonito, romântico, lirismo em veias abertas... Bj.

Primeira Pessoa disse...

te leio e me lembro de simone guimarães, grande cantora, a quem chamoi, carinhosamente, de cotovia.

a poesia mora no assovio do vento?
mora, sim. pelo menos na quilo que cê assovia.

além do mais, quase toda canção é poesia.

beijão do

roberto.

Lara Amaral disse...

Sai tanto arrepio desse poema que nos acaricia.
Lindíssimo!

Beijo.

Catia Bosso disse...

O desalinho da manhãs...

O desvario dos santos e dos impuros...
Este ninguém pode relutar
Está em cada um e está em mim...

bj

Ingrid disse...

os cheiros.. entremeados de sons.. perfeição!
beijos querido