sábado, 2 de julho de 2011

632 - solilóquio rústico para mudança dos ventos

A noite intenta o rastro de um cheiro
O orgasmo da lua faz a sombra palpitar
A memória produz insone algaravia
- melodia ancestral –
Quando o alfabeto era o uivo da alma


* Marcantonio dedicou-me um poema aqui

13 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Belíssimo, Assis amigo, grande poeta!
Abraço apertado da
Zélia

Analuz disse...

Venho aqui com o pensamento "Que palavra aprenderei com Assis hoje?"... admirável tua erudição!

Beijinho de sábado!

Tania regina Contreiras disse...

Ah no tempo em que o alfabeto era o uivo da alma: Assis, tenho ainda esse tempo vivo em mim! Você é demais, Assis!
Beijos

Everson Russo disse...

"O orgasmo da lua faz a sombra palpitar", meu amigo, isso é maravilhoso,,,abraços de bom sábado.

Ma Ferreira disse...

Lindo seu poema amor!!

Abraço, lindo sábado a vc!!

Ma Ferreira

MIRZE disse...

Maravilhoso!

A algaravia sentida como uivo.

Beijo

Mirze

dade amorim disse...

Melodia ancestral que nunca esquecemos em vida.
Beijo, Assis.

Fred Caju disse...

A falta de tempo me fez perder alguns posts, mas não me fez perder a certeza que aqui tem um mestre com 1001 poemas.

Ingrid disse...

Assis,
conseguiste me fazer sentir cada verso..
beijos e obrigada querido poeta..

Júlio Castellain disse...

...
Maravilha, amigo Assis.
Como sempre.
Abraço.
...

Jorge Pimenta disse...

quem mais do que tu o merece, caro amigo? já por lá passei e deixei o meu testemunho, rendido ao poema, ao poeta e ao objecto do canto :)
um abraço!

Cris de Souza disse...

" orgasmo da lua"

essa imagem roubou a cena do poema.

mil e uma vezes desejada!

Eurico disse...

Poeta,
o alfabeto, em teu estro, ainda é o uivo da alma e ancestral melodia...

Abraço fraterno.