quinta-feira, 21 de julho de 2011

651 - canção desavisada para voo de tsuru e grou


foi de lá, daquele silencio
entremeado de soluços
que fui buscar sementes
para germinar este campo

foi de lá, daquele silencio
que por ora amansa o peito
que também fui ao crepúsculo
amealhar esta vermelhidão

foi de lá, daquele silencio
cortado de lembranças rudes
que fui encontrar as palavras
um depósito de rubros repentes

* Hoje estou em entrevista com amigos no RoxoVioleta

15 comentários:

Everson Russo disse...

As vezes o silencio corta a alma,,,as vezes ele alimenta...abraços de bom dia.

Zélia Guardiano disse...

Ah, que vejo Kurosawa adejando por sobre teus versos, meu querido Assis... Passando e aprovando. E dizendo: Bravo!
Abraço, amigo.

MIRZE disse...

ASSIS!

Que honra para mim! Dizem que receber um grou traz sorte. Que meus silêncios entremeados de sementes traga para você a sorte que merece.

Fiquei emocionada, viu?

Beijo, poeta!

Mirze

Ingrid disse...

muito delicado e lindo!
parabéns pela inspiração e inspiradora..
beijos aos dois..

Jenny Paulla disse...

Do silêncio emanam as mais místicas formas do sentir.Alcei vôo junto com o tsuru e o grou.

Lara Amaral disse...

Que belos versos à nossa amiga Mirzita! Adorei!

Beijos aos dois.

Vais disse...

Poxa, Assis,
versos muito bonitos, mesmo
que linda de dedicação
sementes pra brotar
crepúsculo que suaviza
e as palavras tão bem compostas
parabéns a vocês poeta e motivação

beijos

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

o silêncio que sempre nos traz musicalidade poética

Luiza Maciel Nogueira disse...

Mirze é demais, concordo plenamente! O silêncio daqueles versos bem sabem a "depósitos" de sementes :)

Beijos

Daniela Delias disse...

Tão bonito! Que linda homenagem! Acabo de chegar lá do Roxo...devorei a entrevista! Olhinhos brilhando do lado de cá rs!!! Bjão!

Tania regina Contreiras disse...

Lindo, Assis, linda homenagem...E eu não me canso de te ler lá no Roxo. Quando comecei a me interessar por poesia, a gostar, a ler, ainda adolescente, eu ficava sempre curiosa pra saber mais do poeta que lia. Lembrei disso lendo tuas respostas na entrevista. O que existe por detrás de um poeta? Um poeta! Você é poeta, por dentro e por fora, de frente pra trás e de trás pra frente, no avesso e no direito! :-)
beijos,

Cris de Souza disse...

de repente voltei pra ler esta belezura.

tá que tá, heim!

Jorge Pimenta disse...

assis,
acabo de passar lá no roxo violeta, da nossa ninfa taninha. mil e um poemas; mil e uma perguntas :)
tarefa duríssima, não, poeta?
um abraço!

Eurico disse...

Poeta,
quisera eu encontrar esse depósito de rubros repentes... e voar com as aves das lembranças.

Parabéns, Mirze.

Rejane Martins disse...

Olá Assis,
Acabo de ler tua entrevista no Roxo Violeta, tuas inquietações para além dos versos, muito interessante.
Esse três últimos poemas têm uma sonoridade especial, estão ainda mais bonitos.