sábado, 16 de julho de 2011

646 - sobre o conteúdo da fala na sina da caatinga

cede-me o silencio com que enfeitas o ventre
para que o menino travesso de jaleco e couro
atravesse alado a retina imorredoura do sol
e de braço dado com o majestoso mandacaru
deixe que os espinhos cravem pele sobre pele
o colo da manhã, o saliente canto do bem-te-vi
e assim siga o incólume curso desse regato
que se destina ao capricho de gesto e de mãos
para se fazer em prece a esguelha do espanto

9 comentários:

Fred Caju disse...

Sempre me espanto com o seu poder de fogo lírico.

MIRZE disse...

Que se faça em prece a esguelha do espanto!!!!

Lindão!

Beijo

Mirze

Bípede Falante disse...

Nada como ter o vente enfeitado para torná-lo generoso.
beijosss

Vinicius.C disse...

Sempre saiu daqui encantado!
Venho trazer meu abraço e desejar a vc um ótimo fds!

Espero por vc no Alma!

teca disse...

Seus versos são sempre como uma oração... que cativante...

Um beijo.

Ingrid disse...

perfeição querido poeta..
relendo..saboreando..
beijos sempre..

Tania regina Contreiras disse...

Menino de braços dados com o mandacaru...:-) Que máximo, Assis!
beijos,

dade amorim disse...

Incríveis essas metáforas que você usa.

Cris de Souza disse...

eta, poeta arretado!