sexta-feira, 7 de outubro de 2011

729 - dicionário mínimo para entornar alvoroços

VIII

É de pedra a janela dos meus sonhos
Nada medra na arquitetura agreste
Cujo relógio de sol acentua a dicotomia

Na pele borda a redondilha de agruras
Nada a mágoa no couro da alvorada
Enquanto o réptil cultua o sobressalto

10 comentários:

Jorge Pimenta disse...

desalinhada, quase gasta, por vezes vencida e desabitada. ainda assim, casa e pedra, ainda vigilante e horizonte, sempre olhar e homem. como os sonhos, afinal.
abraço, assis!

Everson Russo disse...

Um poema forte e intenso de sentimentos...abraços de bom final de semana.

Celso Mendes disse...

arquitetura preservada sobressaltos cultuados: mantém-se poesia.

abraço.

MIRZE disse...

Sonhos e sobressaltos.
Mas há uma certeza.

Belo!

Beijo

Mirze

rory disse...

bonito! :)

Cartas de Julieta disse...

Assis,

Entre as pedras da janela dos teus sonhos, brotam palavras caramelo que
adoçam, hoje, o meu dia.

Que possas dar sempre: "ímpeto de asas às palavras arredias", para encanto nosso. Bjs

AC disse...

Quando as águas se mostram arredias...

Abraço

Ingrid disse...

natureza tua..
beijos Assis..

dade amorim disse...

Tuas imagens são sempre uma surpresa (das melhores).
Beijo.

Eurico disse...

Bela série, alvissareiros os alvoroços.

Abç, Poeta.