quarta-feira, 19 de outubro de 2011

741 - Canção desavisada para alguns graus do homem

Trago a desmesura dos justos
A incivilidade dos calmos
Estou banhado em impolidez

Ouço das estrelas os desatinos
Perco-me em jiraus em girassóis
Sons de guizo são meus passos

A vós todos ofereço esta parvoíce
O instante do delgado e o ubíquo
O capitular em fado da existência

8 comentários:

Everson Russo disse...

Perfeito, ouço das estrelas os desatinos...estrelas que são tão caladas e dizem tudo...abraços de bom dia.

MIRZE disse...

Ai que lindo, Assis!

Que mais dizem as estrelas?

Beijo

Mirze

Vais disse...

êta, Assis, canção veneno puro

das estrelas os desatinos
a incivilidade dos calmos
banhado em impolidez

beijos, homem

Tania regina Contreiras disse...

Coisa mais ítima essa incivilidade dos calmos, Assis! E não menos ítimo todo o poema: amei!
Beijos,

Jorge Pimenta disse...

os graus e os degraus do homem. quase sempre em existência descendente.
abraço!

Andrea de Godoy Neto disse...

gosto particularmente da desmensura e da impolidez...

adorei o poema!

beijo

Ingrid disse...

ao final existimos..
beijos perfumados

dade amorim disse...

Nem tão desavisada assim.
Beijo pra você.