sexta-feira, 14 de outubro de 2011

736 - melopeia para profanos ritos de véspera

os cavalos relincham na alvorada
são deles um pasto de alvíssaras
eu me movo atônito entre pedras
são minhas as paisagens sólidas

de resto o concreto soa metafísico
com a caricatura dos navegantes
as toscas pegadas do hermeneuta
o rápido cintilar dos olhos castos

7 comentários:

Jorge Pimenta disse...

geometria do ser em estado puro. a delapidação é já apenas memória.
bravo! bravo! bravo!

Celso Mendes disse...

se há o rápido cintilar dos olhos castos há a esperança de se alterar a paisagem em novos ritos de novas vésperas.

excelente!

abraço.

Everson Russo disse...

Que esse cintilar do cavalgar da vida seja pleno e intenso...abraços de bom final de semana...

MIRZE disse...

BELO!

Beijo

Mirze

Ingrid disse...

beijos querido Assis..
para um olhar cintilante sempre..

Cris de Souza disse...

vou te contar, esses teus títulos roubam a cena- são um poema a parte!

dade amorim disse...

O hermeneuta tem muito que pensar?
Beijo.