domingo, 9 de outubro de 2011

731 - poema para quase esquecimento que não cessa

quando se nos toca a pele em olvido
do mar se ouve em vaga canto infindo
a muralha de vento o sol vai carpindo

recostam-se mãos em fino murmúrio
crivando o elo de estranhas nuvens
dos olhos vingam águas em marulho

9 comentários:

MIRZE disse...

CARAMBA!

Esse recostar de mãos em "fino murmúrio" MATOU.

Beleza"

Beijo

Mirze

Analuz disse...

que encanto, poeta Assis!

Beijinho!

Bípede Falante disse...

Parece a voz da natureza a nos falar :)
Que bonito, Assis! Muito.
Beijos

Everson Russo disse...

Um poema forte, como a muralha de vento...abraços de boa semana.

Daniela Delias disse...

Daqui ouço o barulhinho do mar...
Bjos!

Andrea de Godoy Neto disse...

esse quase esquecimento que não cessa traz versos dos mais lindos, ainda que por vezes doídos...

beijo, poeta!

Jorge Pimenta disse...

quando a pele do olvido mirra no silêncio que a envolve, há gritos surdos que, do lado de fora, incendeiam toda a memória.
abraço, poeta!

dade amorim disse...

Mais um poema que brotou como as flores da primavera.
Beijo.

Ingrid disse...

impossível esquecer Assis.
beijos perfumados..