sábado, 29 de outubro de 2011

751 - missiva repentina para serenar alvoroços

respiro pelo canto da boca
lentamente como num assovio
quando o ar penetra em demasia
meus pulmões se desassossegam
talvez seja assim o estertor
no mais o tempo castiga a pele
e impõe a serenidade das rugas

há aqui um jardim abandonado
que eu caminho sem pretensão
um dia a terra novamente sorrirá
e as sementes provocarão a vida
te beijo na distancia da ventania
e espero que as palavras tenras
façam eco na tua geografia

12 comentários:

MIRZE disse...

ASSIS!

Tuas palavras e versos e títulos e...
ecoam no mundo inteiro.

Beijo

Mirze

Tania regina Contreiras disse...

Haveria de reconhecer teus versos a qualquer tempo, em qualquer lugar, Assis. Arrebatam-me, invariavelmente.
Beijos,

Jorge Pimenta disse...

a distância do vento... e do tempo. é sempre entre a saudade e o lábio que aprendemos a morrer.
abraço sem geografia, caro amigo!

Everson Russo disse...

Fortes e intensos versos...abraços de bom sábado.

Celso Mendes disse...

na distância da ventania e com as marcas do tempo na pele, a poesia sobrevive por aqui.

abraço.

teca disse...

Esses verso são divinos... ecoam à distância...
Um beijo imenso!!!

Ingrid disse...

que chegue ao destino..
beijo Assis..
bom final de semana..

Lídia Borges disse...

Um passear sereno no jardim do conformismo onde se aninham esperança que aguardam o momento de florescer.

Um beijo

L.B.

Daniela Delias disse...

Esse fazer eco da poesia em geografias distantes é o que ela tem de mais lindo...

Bjs

Bípede Falante disse...

que aperto deu-me no peito!

dade amorim disse...

Serenou, na certa.

Cris de Souza disse...

assis e seus repentes elaborados!