sábado, 1 de outubro de 2011

723 - dicionário mínimo para entornar alvoroços

II

Pensei em polir umas dissonâncias
Acalentar os lagartos que se espraiam
E acender o lume das pedras distraídas

Mas são esquivas as tarefas que se impõem
E há muitos vestígios na solidão das veredas
Ali trafegam duendes e sombras em desuso

9 comentários:

M.C.L.M disse...

"E há muitos vestígios na solidão das veredas..."

Hora propícia para a tua poesia, acender o lume das pedras distraídas, fazer magia com elas...

bj.

MIRZE disse...

Quero conhecer a solidão das veredas.

Lindo D++++++

Beijo

Mirze

Lau Milesi disse...

Poeta Assis, "colecionei saberes", como diz outro mestre,o Manoel, nesse segundo volume do seu belo dicionário.D+.:)


Um beijo pra você,poeta didático.

Verso Aberto disse...

ainda que sob as sombras em desuso
não se esquivam os poetas
da distração das pedras

dedão nelas
rsrsrs

abs Assis

dade amorim disse...

Vestígios que fazem temer.
Beijo beijo.

Jorge Pimenta disse...

entendo a parcimónia deste dicionário a que fazes "mínimo"; é que as tarefas que nos acendem raramente carecem do léxico e da sintaxe.
abraço, assis!

Celso Mendes disse...

acender o lume das pedras distraídas pode espantar duendes e sombras em desuso desse alvoroço de palavras.

abraço!

Mai disse...

aqui eu me detive por um tempo (talvez, isto seja um bônus do poema - desacelerar...)

E fiquei bestuntando sobre os lagartos (mini jacarés) daqui de casa - (eu os engordo com fubá, crês?) será ue eles se deixariam acalentar, afagar?
Decerto correriam e se embrenhariam por entre as folhas secas.

Esta tua série de poemas me fisgou. (serei uma lagarta?)


cheiros

Ingrid disse...

tuas palavras são luz..
beijo poeta..