domingo, 6 de dezembro de 2009

55 - Elegia de desamor

No desassossego da manhã
Recolho os cristais da pele
Recolho a virgindade do ar
Respiro nele teus vestígios

Sou a solidão no teu espírito
Parte desabitada desses nós
O rio que não flui da tua foz
O silêncio plácido da tua voz

Dos quereres que não fostes
Me ficaste o imã de um visgo
Fio na carne que não sangra
O gozo de mácula da paixão

2 comentários:

Mai disse...

o imã, o homem, o hímem.
Belíssimo!
sinestésico.

Abraços.

nina rizzi disse...

Adoro essa palavra: desassossego. E ainda não a usei, em poesia.

Ah, a solidão, a virgindade, o visgo. Ah, os teus poemas: ainda bem que ainda "estamos" no 55...

Um beijo.