terça-feira, 15 de dezembro de 2009

64 - Ode para todos os cansaços

O tempo invade a memória do ontem
E põe girassóis nas minhas metáforas
Explico que venho ao vento de maresia
E insisto em arrebanhar as mancúspias

Os desertores caminhos sopram versos
Regurgito palavras no olvido e encantado
Destituo os enigmas que formam sombras
Aguardo o impacto do sorriso que não vem

2 comentários:

nina rizzi disse...

Assis!
está a dialogar comigo!
Um cheiro poético :)

Mai disse...

É luz, nova luz que faz reluzir o que estava fosco e sem brilho. Um poema que faz o cansaço ir prá chuva, brincar no mar, tomar banho de rio, e depois correr, de cara provento...Essa ode transforma o cansaço em festa corporal.
Imaginei daqui um homem que se reencontra a alegria no olhar de uma moça bonita e cheia de vida.

abraços, Assis.