sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

74 - Dos quereres inolvidáveis

soluçava um querer completo
jamais permitido a um amante
feito a réstia d’alguma estrela

do lúdico fervor a se aprisionar
intensamente ansiava a vinda
e intentava o rosto para mirar

entre as tranças da sua elegia
despia as horas para enxergar
então o deus de fogo e desejo

deu-lhe invento de um espelho
e tão mágica proeza que enfim
contemplou o arrepio que viria

de súbito ficou intensa a certeza
que da aurora em si era rogada
nesse pasmo de espera infinda

2 comentários:

nina rizzi disse...

uma espera infinda...
é... na mesma.

um cheiro :)

Mai disse...

Lembrança, ternura antiga.
Réstia do céu no chão. Existir, apenas.
Bem nostálgico, Assis. Mas, infelizmente, mais comum do que supomos...
'...Ah! bruta flor do querer...'

Cheiro e um feliz tudo.
P.S.
Tô te lendo no supermercado.
Muito bom...