sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

73 - Interlúdio e porvir III

Era tudo uma vez
E tu fizeste o bordado
Tosco dos nossos nós

Adornei com metáforas
E uma possível remissão

Iluminaste ambigüidades
Com a fogueira dos dias
E pétalas na ambrosia

Cumpri os desígnios e
A imposição das palavras
Até os olhos caírem rotos

De resto ficaram senhas
E era tudo outra vez

2 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

Altamente intenso!!!

Mai disse...

Era tudo outra vez...
E você não é nada óbvio.
Isto é uma das coisas que mais gosto em sua poesia.

Um abraço,
obrigada pelas palavras, sempre atenciosas.