quarta-feira, 15 de setembro de 2010

338 - improviso sobre o poema da algibeira

não raro insisto em abismos
vertigem absoluta de naufrágio

é que me faltam pernas
para luzir em grandes saltos

vivo do chão que acolhe imprevistos
sob um céu que deságua martírios

o barco que balouça é o que me lança
de proa e popa para o caldo estelar

inumeráveis astros que a tudo fitam
abocanham as asas prestes a ruflar

17 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

As vezes ficamos estáticos ,esperando acontecer, quem sabe bater as asas.
Abração

Everson Russo disse...

Que esses astros iluminem o caminho e não deixem a nau naufragar...abraços de bom dia pra ti.

Lary Scamp disse...

parabens pelo blog.
da uma olhadinha no meu.
http://intensevery.blogspot.com/

dade amorim disse...

Conhcemos melhor o chão, nossa base de todo dia. Os astros são mesmo vorazes demais.
Beijo, Assis.

Lara Amaral disse...

Vc faz poema-canção para os poetas, (en)canta tudo do nosso coração.

Beijo.

Mirze Souza disse...

Assis!

"sob um céu que deságua martírios".

Faz-se necessários as mudas de imprevistos.

Fantástico!

Beijos, poeta!

Mirze

Oria Allyahan disse...

"Vou cativar um beija-flor.
E sairemos por aí:
ele faz poesias, eu vôo."

(Antonio Bresileiro)

Caro Assis, quem disse que vc precisa de asas?

Grande abraço.

Domingos Barroso disse...

e ruflam as asas
e delas faíscas!

Assis, camarada
forte abraço.

Insana disse...

Lindo..

bjs
Insana

Feeling what the other feels disse...

Ai, Assis. Parece que eu não me canso dos naufrágios, também vivo insistindo em abismos, mesmo sabendo exatamente onde vai dar. Uma ótima Noite pra ti.

Luiza Maciel Nogueira disse...

insistes em abismos que te levam ao sonho - acolhes imprevistos versando-os - te lanças ao mistério da folha em branco - e tuas asas tão longe voam que é difícil de alcançares o chão :)

Beijos!

PS: Espere que não se importe, fiz um improviso a partir dos teus versos!

Sandra Botelho disse...

Puxa...Sem palavras...O talento aqui é tocavel...
Bjos achocolatados

Gerana Damulakis disse...

Dos que assinalo. Simplesmente perfeito.

Bípede Falante disse...

Parece que também tenho esse vício!

Lau Milesi disse...

Sua voz é igual à voz de muitos, que não sabem improvisar/poetizar como você. Muito lindo, Assis! Benza Deus! Bom Dia!
Bjss

ErikaH Azzevedo disse...

Não sou de chão
...só de pássaros.
E sou de plumas,
De levitares
Em brisas ou furações
eu sou de ventos
E sou de vôos
num rasgar de céus azuis
E quando asas me faltarem,
serei de quedas
...ainda que abismais.

E como vês sou o teu inverso
o verso que te entende
porque te complementa.

Psiu...tu me inspiras menino.
Ainda publico parte do poema viu!rsrsr

Bjos

Erikah

Andrea de Godoy Neto disse...

vivo do chão que acolhe imprevistos
sob um céu que deságua martírios

essa imagem é daquelas...

e o poema, perfeição!

beijo