segunda-feira, 27 de setembro de 2010

350 - Poema para uma impossível Itabira

Não, João não amava Maria
Não havia amor nessa história
Só crença no impossível Raimundo
Que galgaria entre sóis outro mundo

Também não havia a pedra
Não havia poesia nem Carlos Drummond
Apenas o opaco espesso do silencio
Que atormenta as palavras
Que me põe travos na garganta
Enquanto a vida pede passagem

26 comentários:

Wilson Torres Nanini disse...

Ah, Assis,

vc bem desvela a vida subcutânea da pedra-mor da poesia.

Forte abraço!

Zélia Guardiano disse...

Ai, Assis, o opaco espesso do silêncio que atormenta as palavras...
Lindo demais! E angustiante, também...
Araço, amigo!

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
"Não havia poezia nem Carlos Drummomd"...
Mais um que vou te tomar, poeta maior da blogosfera da feira farta de Santana...
Acho que é por isso que eu não sei comer sem tomate ("não sei comer sem torresmo"...): tomar-te-ei a me fartar essa Itabira com que depuras as pedras do mapa poético de minh'alma mineira...
Sou teu fã-confesso, ò de Ondina...

Abraço despetrificado,
Ramúcio.

Everson Russo disse...

Muitas vezes esse silnecio incomoda,,,deixa o amor a duvidar...abraços de boa semana.

Batom e poesias disse...

"Travos na garganta"
Tenho tantos...

Já chegou aos 350, e não há unzinho que não seja especial.

bj
Rossana

Oria Allyahan disse...

Também gosto de contradizer o que eles dizem...

Fantástico o poema, apesar de causar certa angústia...

Abração!!

^^

Lau Milesi disse...

Lindo! O título também. Cria uma expectativa. É triste ter travos na garganta, não é poeta? Não se pode suspirar... Erre nessa contagem.Não quero só 1001 poemas. Tenho certeza que seus outros leitores(as) também.
Beijo de parabéns!

Obrigada por ser solidário ao meu momento triste. Muito obrigada mesmo, por sua sensibilidade.

nydia bonetti disse...

O poeta esculpe na pedra, seus silêncios. Enquanto a vida passa. E agora Assis? Para onde? Às vezes também quero ir para lugares que já não há. De certa forma, a poesia nos leva. Beijo!

Eder Asa disse...

Sempre achei que João parecesse mais com Lili, sempre desconfiei desses amor...
E Raimundo, então, que tem apenas duas mãos e carrega o sentimento do mundo nos ombros.
Deve doer tanto quanto esse silêncio, que grita e diz nome-feio quando a vida pede passagem, né?

Abraço Assis!

Eder Asa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Insana disse...

Passando para desejar um bom fim de semana.
Doce poema
bjs
Insana

Gerana Damulakis disse...

Adorei! Vc sabe como gosto de diálogos poéticos.

Wanderley Elian Lima disse...

Quando na inércia,o tempo passa, e nem o poema acompanha.
Abração

nina rizzi disse...

olha:

Declame para Drummond

Que tal enviar um poema de aniversário para Drummond? Em homenagem aos 102 anos de um dos maiores ícones da poesia brasileira, Carlos Drummond de Andrade, em 31 de outubro de 2010, será realizada uma intervenção poética na praia de Copacabana, junto à estátua do poeta.

A homenagem consiste na instalação de balões a gás por 102 metros de orla com poemas oferecidos por poetas de todo o Brasil, conhecidos ou não. A idealização e curadoria do Declame para Drummond é da poeta e produtora cultural Marina Mara, que desenvolve projetos de popularização da poesia por todo o país.

Envie o seu poema (ou o poema de sua escolha) em homenagem a Drummond até o dia 22 de outubro de 2010 para marinamara@gmail.com.

beijos ;)

Úrsula Avner disse...

Olá poeta,

belas imagens poéticas como sempre... Um poema á altura do nosso poeta maior- Carlos Drummond de Andrade. Um abraço com carinho.

Tania regina Contreiras disse...

Salve Drummond! Salve Assis! Ainda sem tempo de voltar, mas passando para dizer que ainda acho um tempo para ler seus versos.
abraços,

Luiza Maciel Nogueira disse...

é esse silêncio que é difícil de engolir :)

beijos

Marcantonio disse...

A vida pede passagem... A vida é substantiva, a poesia substitutiva. Poema da melancolia de não alcançar...

Abração!

Mirze Souza disse...

Lapidando Drummond, outro grande poeta e amigo que tive o prazer de conhecer.

Ele amava Itabira! Mas dava passagem até às pedras de caminho.

Belíssimo!

Beijos

Mirze

Vanessa Souza Moraes disse...

O opaco espesso do silêncio é uma droga.

Everson Russo disse...

Um belissimo dia pra ti amigo,,,abraços.

Lou Vilela disse...

Apesar de, a vida sempre pede passagem.

Um cheiro

Lua Nova disse...

Os travos na garganta são angustia e tormento que os dedos do poeta transformam em poesia. Nada é maior que a vida... talvez só a poesia, que permanece além dela.

350 poemas...

Beijokas.

Maria Paula Alvim disse...

Travos na garganta destravam as letras. Muito bom.

Rejane Martins disse...

à feição de um metaplagio há um poema impossível;
sim, mais ao sul, não de Itabira, é verdade.